Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Mary Read - a pirata que se fazia passar por homem

por Dona professora, em 21.03.17

 

A propósito da obra A Pirata, de Luísa Costa Gomes, o João Fernandes do 7.º A, deu a conhecer à turma um pouco mais sobre a personagem central desta obra. 

 

Trabalho: Mary Read

 

João Fernandes, 7.ºA 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:55


ULISSES NA CICLÓPIA - uma adaptação do 6.º B

por Dona professora, em 16.01.17

ULISSES... Uma adaptação adaptada ao teatro! :) 

ULISSES NA CICLÓPIA

Personagens:

Ulisses

Polifemo

Narrador

Marinheiros

Ciclopes

 

NARRADOR - Ulisses e os seus marinheiros regressavam a Ítaca, sua terra natal, após terem vencido os Troianos. De repente, o barco onde seguiam começou a ser arrastado por uma corrente marítima misteriosa. A corrente era tão forte que corriam o risco de naufragar.

ULISSES – Não vale a pena resistirmos. Deixemo-nos ir nesta corrente, e quando ela abrandar retomaremos o rumo para Ítaca.

NARRADOR – A corrente levou-os para longe de tudo. E começaram a avistar uma ilha onde o navio aportou.

ULISSES – Ai, meus amigos, onde nós viemos parar!

MARINHEIROS – Onde foi? Onde foi?

ULISSES – Olhem, viemos parar à Ciclópia, às ilhas da Ciclópia. Mas esperem, que... se não me

engano, tivemos uma sorte espantosa!

MARINHEIROS – Uma sorte espantosa?!

ULISSES – Sim! Aqui é realmente o arquipélago da Ciclópia. Tudo neste lugar é gigantesco, é ciclópico: os animais, as plantas, as pedras... os seus habitantes são os ciclopes, espécie de gigantes com um só olho no meio da testa, e que são devoradores de homens...

MARINHEIROS (gritaram espavoridos)– Devoradores de homens?!

ULISSES – Sim, mas acalmem-se, porque esta é a única ilha desabitada. Vamos explorá-la e apanhar fruta e beber água pura. Mas levemos também um barril de vinho, pois também nos poderá apetecer.

NARRADOR – Todos sossegaram com as palavras de Ulisses. Estavam eles a caminhar pela ilha já descansados, quando avistaram ao longe um rebanho de ovelhas e cabras. Sentado numa pedra estava um Ciclope, entretido a construir uma flauta.

MARINHEIRO 1 – Está ali um gigante. Vamos fugir.

MARINHEIRO 2 – Mas se voltarmos para trás, o Ciclope descobre-nos e mata-nos.

MARINHEIRO 3 - É melhor escondermo-nos para que ele não nos veja. Está ali uma gruta. É o esconderijo ideal.

ULISSES – Companheiros, aqui estamos a salvo. Pelos vistos esta ilha é habitada por um ciclope gigantesco. Ao cair da noite, vamos tentar chegar ao nosso navio.

NARRADOR – Quando anoiteceu Ulisses e os seus companheiros resolveram abandonar a gruta onde se encontravam. Mas nesse preciso momento, começaram a entrar o rebanho que avistaram anteriormente e o Ciclope. Amedrontados, os marinheiros só tiveram tempo de se esconderem atrás de um pedregulho.

MARINHEIRO 1 – Que azar! Viemos escondermo-nos mesmo na gruta do gigante.

NARRADOR - O Ciclope entreteve-se a guardar o leite e o veado que caçara, quando de repente viu as sombras dos marinheiros escondidos na gruta.

POLIFEMO (gritou) – HOMENS, HOMENS, HOMENS. Vou comer-vos. Daqui ninguém sai.

(O ciclope coloca um pedregulho na entrada da gruta e começa a comer os marinheiros).

MARINHEIROS – Socorro!!!! (gritam, enquanto correm espavoridos pela gruta).

POLIFEMO – Anda, homenzinho.... Deixa-me comer-te! Tenho tanta fome!

 

Resultado de imagem para ciclope polifemo ulisses

NARRADOR – Ulisses observava esta cena e tremia de medo enquanto via os seus companheiros a serem devorados pelo gigante.

POLIFEMO – Já comi nove homens... Que cheio que estou... Vou tirar uma soneca! (dirigiu-se para um canto da caverna, onde se sentou para dormir).

(Ulisses viu o Ciclope mais calmo e decidiu falar com ele)

POLIFEMO – O que é que tu me queres, pigmeu?

ULISSES – É que eu tenho ali um vinho muito bom para ti, mas só to dou a beber se me fizeres um favor...

POLIFEMO – Vinho?! Que é isso?

ULISSES – É uma bebida muito agradável. Queres experimentar?

POLIFEMO – Quero. E que favor é que tu vais pedir-me?

ULISSES – Que nos deixes sair daqui vivos estes poucos que somos já...

POLIFEMO – Olha que ideia! Esse favor não te faço eu. Dá-me esse tal vinho! (O Ciclope bebe o vinho de Ulisses até à última gota) Isto é bom, muito bom mesmo. Foste simpático para mim e por isso vou fazer-te um favor. Sabes qual é? Vais ser o último que vou comer!

ULISSES – O quê? Isso é verdade? Então tu queres comer-nos a todos?!

MARINHEIRO – Socorro, Zeus!!!! Que Zeus nos ajude!

ULISSES – Diz, me Ciclope, como te chamas? Por que estás aqui sozinho nesta ilha?

POLIFEMO – Chamo-me Polifemo. Quando era mais novo, vivia com os meus irmãos numa outra ilha. Mas eu nunca tive bom feitio. Naquele lugar, por causa de mim já só havia ciclopes de cabeças partidas, de braços ao peito, pernas cheias de nódoas negras, sem dentes... Eu arrependia-me, mas o mal já estava feito. Então os meus irmãos decidiram que era melhor eu vir para aqui viver sozinho com o meu rebanho. Foi assim que se obteve uma paz de ciclopes.

E tu? Como te chamas? (Ulisses fica em silêncio) Então, não sabes como te chamas? COMO TE CHAMAS? COMO TE CHAMAS? (gritou já zangado como silêncio de Ulisses)

 

ULISSES – Como me chamo? Como me chamo? Sei lá...  Olha, espera, chamo-me... Ninguém.

POLIFEMO – Ninguém?! Que diabo de nome te deram, pigmeu! Por isso tu não o querias dizer. E tinhas razão, lá isso tinhas! (boceja) Olha que ideia, Ninguém... (boceja novamente e de repente a cabeça caiu lhe sobre o peito e adormeceu profundamente)

(Ulisses e os marinheiros vão para o centro da gruta e combinam a estratégia para saírem dali).

ULISSSES – Temos de sair daqui, mas o pedregulho é muito pesado. Sozinhos nunca conseguiremos sair daqui.

MARINHEIRO 2 – E se matarmos Polifemo?

ULISSES – Sem ele não conseguiremos sair. Temos de fazer com que ele tire a pedra dali, senão ficaremos aqui fechados para sempre. Já sei, vamos fazer uma lança para o cegar com um tronco de uma árvore.

NARRADOR – Os marinheiros assim o fizeram, com a ajuda de uma fogueira tornaram a ponta da lança incandescente.

MARINHEIROS – UM... DOIS... TRÊS!

(os marinheiros espetaram o tronco no olho mesmo a meio da test, cegando o Ciclope)

POLIFEMO – AIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!! ESTOU CEGO!!!!! (gritava o Ciclope, aos pulos, quase tocando no teto da gruta, batendo com a cabeça). Acudam-me, meus irmãos! Acudam-me!

(os ciclopes das outras ilhas acordaram com os gritos)

NARRADOR – Ao longe, os seus irmãos ouviram os seus gritos aflitivos e responderam-lhe.

CICLOPE 1 – É o Polifemo que está a chamar por nós e está a pedir socorro. Temos de lá ir ver o que se passar. Temos de acudi-lo.

(os irmãos de Polifemo viajaram por mar, chegaram à ilha e foram até à porta da gruta)

CICLOPE 1 – Metemos o pedregulho dentro.

CILOPES – Não, não. Olha que ele pode estar com um dos seus ataques de mau génio e nós é que sofremos. Perguntemos, antes, o que está acontecer.

CICLOPE 2 -  Ó Polifemo, o que tens? (gritou para dentro da gruta)

POLIFEMO – Ai meus irmãos, acudam-me!

CICLOPE 3 – O que foi, Polifemo?

POLIFEMO – Ai meus irmãos, acudam-me! Ninguém quer matar-me.

CICLOPE 1 – Pois não, Polifemo, ninguém te quer matar.

POLIFEMO – Não é isso, seus palermas. O que eu estou a dizer é que Ninguém está aqui e Ninguém quer matar-me!

CICLOPE 2 – Pois é, rapaz! Nós estamos a perceber muito bem: ninguém está aqui e ninguém te quer matar...

POLIFEMO – Não é isso, seus idiotas...

NARRADOR – E não havia maneira de se entenderem uns com os outros.

CICLOPE 3 – Ora esta, que ideia a de Polifemo: acordar-nos no meio da noite para dizer que ninguém estava lá e ninguém o queria matar.

CICLOPE 1 – Coitado, se calhar estava com uma dor de dentes. Vamos embora, que aqui não há nada a fazer.

NARRADOR – E os irmãos de Polifemo foram todos embora para as suas cavernas. Ulisses ficou radiante pela ideia que teve de dizer que se chamava Ninguém.

POLIFEMO – Não há direito! Fazerem-me uma coisa destas, logo eu que sou tão bonzinho!

Pois deixem estar, que amanhã nem um só homem sairá desta caverna. Só o meu rebanho é que sai!

ULISSES – Pssst chega aqui, companheiro. (disse baixinho)

MARINHEIRO 1 – Sim, meu capitão.

ULISSES – Temos de sair daqui. Podemos nos amarrar por baixo de cada uma das ovelhas para amanhã sairmos com o rebanho.

 

polifemo.png

 NARRADOR – E assim foi, no dia seguinte os marinheiros escaparam junto com as ovelhas. Correram rapidamente para o seu navio, deixando o Ciclope aos urros no meio da praia.

POLIFEMO – Malvados, fugiram-me! GRRRRRRRRRRR!!! NINGUÉM, NINGUÉM, NINGUÉM!!!

 

Texto coletivo: 6.º B

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:15


Para o 7.º A ser poeta é....

por Dona professora, em 15.11.16

 

Hoje o 7.º A foi brincar com as palavras e procurou definir o indefinível: SER POETA!

20161115_092634-1-1.jpg

 

7.º ano

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 09:31


João, um poeta na turma do 7.º A

por Dona professora, em 14.11.16

A propósito de um excerto da obra Na água do tempo (Diário) de Luísa Dacosta e do texto "Um poeta na turma" de Sebastião da Gama, o nosso poeta propôs-se a escrever ele também um poema sobre as palavras. 

 

Resultado de imagem para palavras

 

Há muitos significados para "palavra", 

e são todos diferentes: 

conjunto de letras, constante da vida, etc. 

muda de gentes para gentes. 

 

Há palavras que: 

são flamejantes como fogo, lareira, coração de amor desejante;

são intensas como o vermelho, a amizade, o suor;

nos fazem viajar como o livro e o sonho; 

da vida são uma constante. 

 

Mas o mistério é só um:

quem as recolhe,

partidas e imaculadas, 

nas suas frágeis conchas de letras?

 

João Fernandes, o Poeta, 7.º A

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:45


Antonio Gedeão

por Dona professora, em 08.11.16

Rómulo de Carvalho

Uma biografia de um poeta cientista

Rómulo de Carvalho viveu a maior parte da sua vida em Lisboa, onde nasceu e morreu, em 24 de novembro de 1906 e 19 de fevereiro de 1997, respetivamente. De seu nome completo Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, optou mais tarde por usar o pseudónimo António Gedeão, tornando-se muito conhecido no mundo literário.

Oriundo de famílias humildes, é filho de José Avelino da Gama de Carvalho e Rosa das Dores de Oliveira Gama de Carvalho. Casou duas vezes e teve um filho por cada matrimónio: Frederico de Carvalho, também formado em ciências, e Cristina Carvalho, escritora.

Estudou na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (1928-31), onde se formou em Ciências Físico-químicas e um ano mais tarde forma-se em Ciências Pedagógicas, na mesma Universidade. Posteriormente, deu aulas como professor desta área no Liceu Pedro Nunes e Liceu Camões, ambos em Lisboa e no Liceu D. João III, em Coimbra. Entre 1946 e 1974, foi co-diretor da Gazeta de Física, órgão da Sociedade Portuguesa de Física.

Destacou-se ainda na área da divulgação e investigação científica, tendo os seus livros e artigos em jornais revelado a sua preocupação com o despertar do interesse dos portugueses pelo conhecimento científico; foi ainda autor de vários manuais escolares, que se destacaram pela inovação de grafismos e a forma de expor assuntos mais complexos. Foi o autor de Ciência para Gente Nova e Física para o Povo, que, tal como o nome indica, destinavam-se a leigos na área científica.

 Como professor, procurou sempre nas suas aulas integrar o ensino experimental, de forma a complementar os conhecimentos teóricos, para que os seus alunos compreendessem melhor os conteúdos abordados. Dirigiu o museu Maynense, que faz parte da Academia das Ciências de Lisboa, que se dedicava ao estudo da ciência no século XVIII, sendo o responsável pela reorganização desta instituição.

Na literatura, Rómulo de Carvalho optou por usar o seu pseudónimo António Gedeão e destacou-se como poeta e dramaturgo. Foi só aos cinquenta anos que começou a publicar obras escritas sob o seu pseudónimo. A sua poesia revela uma grande sensibilidade e simplicidade, abordando temas humanistas. Entre os seus poemas mais conhecidos, encontram-se “Lágrima de Preta” e “Pedra Filosofal”, ambos posteriormente musicados por Manuel Freire, com grande sucesso.

Resultado de imagem para antonio gedeao    Resultado de imagem para ES antonio gedeaoO seu contributo na literatura, educação e ciência foi reconhecido em várias homenagens. Existe uma estátua em sua honra em Oeiras, uma rua com o seu nome em Lisboa, é patrono da Escola Secundária António Gedeão em Almada, recebeu a Grã Cruz da Ordem de Mérito de Santiago de Espada e a Medalha de Mérito Cultural pelo estado português, em 1996.

O Dia Nacional da Cultura Científica foi criado em sua honra (1996), tendo sido escolhido o dia 24 de novembro para a sua celebração, dia em que nasceu Rómulo de Carvalho.   

 

Para escutar....

Pedra Filosofal

Lágrima de Preta

Texto coletivo, 7.º ano

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:00


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

subscrever feeds