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Literatura Fantástica (X)

por Dona professora, em 22.05.14

De repente tudo fez sentido: aquela era a casa de Mary Anne. Só faltava perceber porque é que tudo estava empoeirado, partido e abandonado. Parecia que ninguém vivia ali há dezenas de anos. Mas as roupas e os manuais escolares não faziam sentido. Agora percebia o facto de ela parecer conhecer os cantos à casa. Agora sabia a razão pela qual ela não queria falar sobre as fotografias do corredor.

Dirigiu novamente o seu olhar para o album para abri-lo, no entanto, este desaparecera. Lembrou-se da fotografia que tinha guardado anteriormente. Levou a sua mão ao bolso e pegou na fotografia da moldura que se tinha partido. Tinha-a dobrado em quatro. Quando a estava a desdobrar esta extinguiu-se num fogo azul e ficou feita em cinzas. Correu para a porta que estava no lugar da antiga lareira para ir ver as fotografias que estavam penduradas na parede do corredor.

Já receava que do outro lado não estivesse o salão onde estivera anteriormente e possivelmente nem  o corredor. Contudo, tinha de sair dali. Obviamente que do outro lado não existia nenhuma das divisões que já visitara, mas uma cozinha. Esta cozinha era quase um laboratório de feitiçaria. Para além dos pratos partidos, da sujidade nos azulejos, da poeira e teias de aranha, estava numa caldeira antiga uma panela com um líquido também ele azulado a ferver. Olhou em volta e um frasco como aqueles que se podem encontrar nas farmácias antigas chamou a sua atenção. Este frasco tinha uma etiqueta com os dizeres:

“Colocar na caldeira”

 

Será que era uma instrução? Deveria ou não colocar o seu conteúdo naquela “água”? O que aconteceria? Mais uma vez a sua curiosidade venceu. Pegou no frasco, desta vez sem as mãos a tremer. Com dificuldade retirou a rolha que vedava o frasco, um cheiro a cânfora espalhou-se no ar. Lá dentro estava um pó granuloso que ao entrar em contacto com a água gerou uns estalidos e soltou-se uma grande névoa de vapor.

Formou-se uma imagem que John tinha dificuldade em interpretar. Mas com esforço percebeu que era Mary Anne  presa numa outra divisão da casa.

-Socorro, John! Ajuda-me! Estou a falar a sério! – gritou Mary Anne aflita.

-Mary Anne, como posso ajudar-te? Onde estás? Eu não consigo sair daqui! –respondeu.

Ao mesmo tempo que tentava perceber o que dizia Mary Anne, viu que outra pessoa estava ao seu lado. Era uma criança pequena, que aparentava ter 6 ou 7 anos. Parecia entretida a um canto a brincar.

-Com quem estás? Diz-me como posso ir ter contigo – pediu. 

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publicado às 14:54


3 comentários

De Tovin a 29.05.2014 às 14:36

ola turma do 8o ano. Tem tido uma bela história até agora, continuem assim. e digo novamente que agradam a vossa professora por vós ter dado e ensinado uma boa ortografia e que continuem assim, para serem alguém importante na vida. Eu sei que vossas ainda n descobriram quem sou eu, mas no fim do períodos, eu vou desvendar-me. Ass: Tovin

De Dona professora a 29.05.2014 às 15:00

Obrigado. Fica atento às próximas publicações. Uma surpresa poderá acontecer! ;)
Ass: os alunos do 8º ano.

De Tovin a 09.06.2014 às 08:57

Fico à espera da próxima publicação

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