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Os ouriços

por Dona professora, em 15.12.13

 

 

              
               Era uma vez um ouriço que ia a passear pelo bosque, quando no seu caminho apareceu um gato muito mauzinho que disse:

                - Olá, amigo ouriço! Onde vais?

                - Eu? Eu vou para o outro lado do bosque. Estou a ficar com fome! – respondeu o ouriço.

                - Sabes que não podes atravessar esta linha? – questionou o gato, desenhando uma linha no chão. – Se quiseres passar, vais ter que fazer uma corrida comigo e quem ganhar fica com a comida!

                O ouriço sabia que não ia conseguir ganhar a um gato, pois ele tinha as pernas muito pequeninas e o gato tinha as pernas longas. De certeza que ia perder.

                Foi então que teve uma ideia… Concordou fazer a corrida com o gato e ambos foram preparar-se.

                O ouriço tinha um primo que era igualzinho a ele e então propôs-lhe:

                - Primo ouriço, se me ajudares na corrida com o gato, ficas com metade da minha comida!

                O primo dele aceitou e juntos planearam como iriam fazer para enganar o gato…

                No dia seguinte, os ouriços estavam prontos, mas um deles estava atrás de um arbusto, escondido, junto à meta.

                O gato preparou-se. Começou a corrida e ele correu, correu, correu e o ouriço nem se mexeu, deixou-se estar, pois sabia que do outro lado estava o primo. O gato chegou à meta e, vendo que o ouriço já lá estava (era o ouriço primo), ficou pasmado:

                - Mas, mas… como me ganhaste?!

                O ouriço foi esperto, enganou o gato e ficou com a comida!

 

Beatriz Baptista

5º B

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publicado às 14:21


Um Natal Feliz

por Dona professora, em 13.12.13

 

 

 

Natal

 

 

 

Lá fora está frio 

A neve cobre o pinhal.

Percorre-me um vazio, 

Que triste pode ser o Natal.  

 

 

Cá dentro a lareira aquece, 

Oiço o lume a crepitar, 

O meu coração estremece

Com a família a celebrar. 

 

  

Agitação, risos e alegria

Aqui não há tristeza.

Reina a fantasia, 

Vamos todos para a mesa. 

Árvore

 

 

A meia-noite chegou, 

Os presentes vamos trocar. 

A festa ainda não acabou, 

Tanta alegria não é de admirar.

  

 

O Natal é festa de união. 

Esta noite é para recordar. 

O amor me conforta o coração 

Mesmo quando o Natal acabar. 


 

 

 

feliz

Poema coletivo, 6º B

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publicado às 12:05


Receita para ser um bom amigo

por Dona professora, em 05.12.13

 

INGREDIENTES:

  • 100 g. de diversão
  • 4 colheres de sopa de alegria
    Receita como ser um bom amigo

     

  • 2 colheres de chá de bondade
  • 2 copos cheios de amizade
  • 1 tablete de paciência

 MODO DE PREPARAÇÃO:

 

Numa taça coloque os 100 g. de diversão e as 2 colheres de chá de bondade.
Depois meta a tablete de paciência a derreter em banho-maria, e em seguida bata bem a diversão e a bondade, juntando a amizade e alegria.
No final junte a paciência e ponha no frigorífico. 

Quando estiver pronto, aproveite bem! 

 

Catarina Vieira, Tomás Brak-Lamy, 6º B

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publicado às 11:21

NOTA INTRODUTÓRIA:

No final da unidade didática relacionada com o estudo do Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente, os alunos do 9º ano adaptaram a obra para Português Contemporâneo. Desta forma não só aprofundaram o seu conhecimento sobre o texto como tiveram a oportunidade de refletir sobre a evolução da língua portuguesa ao longo dos tempos.  Nesse sentido, periodicamente irão sendo publicadas as cenas adaptadas pelos alunos no blog.

 

CENAS I E II

 

A primeira personagem é um fidalgo que chega com um Pajem, que lhe levava uma cauda de manto muito comprido e uma cadeira de espadas. Antes do fidalgo chegar o Diabo comenta assim:

 

Diabo: à barca, à barca oulá!

Que boas marés temos.

Ora venha a barca para trás.

Companheiro: Já está! Já está!

Diabo: Muito bem!

Vai já enfeitar a barca

Para a gente que aí vem

À barca! A barca hu!

Despachemo-nos que o tempo não para

Graças a Berzebu

Vamos! O Que estás a fazer?

Esvazia esse espaço.

Companheiro: Faço logo que possa.

Diabo: Mexe esse rabo.

Afrouxa e alivia essa corda.

Companheiro: Ó caça, ó iça, iça!

 

 

 

Diabo- ó precioso Dom Henrique

Já aqui vens? Que coisa é esta!?

 

Chega o fidalgo ao pé da barca

 

 

Fidalgo - esta barca, onde vai agora

Que já está pronta para partir?

Diabo - Vai para a ilha perdida,

E há de partir sem demora.

Fidalgo - E é onde vai a senhora?

Diabo - Senhor,  ao seu serviço.

Fidalgo- Essa barca parece muito pobre

Diabo - Só porque a vês de fora.

 

Fidalgo- Mas para que terra vais?

Diabo - Para o inferno senhor

Fidalgo– essa terra não me atrai

Diabo- O quê Até aqui te achas importante?

Fidalgo- e que passageiro deseja entrar nessa barca?

Diabo- vejo te a ir para o nosso cais, daqui a pouco

 

Fidalgo- parece-te assim?

Diabo- o que te defende?

Fidalgo- Deixei na outra vida quem reze por mim

Diabo- Quem reze por ti?! Hi hi hi

E tu fizeste o que quiseste

Pensando que te salvavas

Porque rezam por ti?

 

Embarca, embarca

Que hás de entrar no fim.

Manda meter a cadeira

Onde se sentou teu pai

 

Fidalgo- Quê? Quê? Quê? É mesmo verdade?

Diabo- Embarcou! Embarca agora tu depressa

Que o que fizeste em terra

Aqui pagarás!

 

O Fidalgo

 

 

 

Pois agora morto

Teras de passar o rio

Fidalgo- E não há outro navio?

Diabo- Não senhor, é neste que as de embarcar

Porque no momento em que morreste

Deste-me logo sinal

Fidalgo- E que sinal foi esse?

Diabo - O que gozaste em vida

 

Fidalgo - vou-me á outra barca

Hou da barca! Para onde vais?

Ah barqueiro! Não me ouves?!

Responde! Oulá hou!

Meu deus, que estou bem tratado

Dá-me licença?!

Que paciente que sou!

 

Anjo - Que queres?

Fidalgo - diz-me, esta é a barca do paraíso?

Anjo - Sim, e o que pretendes?

Fidalgo - Que me deixes entrar,

Sou nobre,

É bom que me recolhas!

 Anjo- Não embarcam maus

Neste batel santo.                                                                     

Fidalgo- Não sei porque achas mal                                                                        

Que eu entre                                                                        

Anjo- Para sua vaidade                                                                                        

Muito estreita é esta barca                                                             

Fidalgo- Para um senhor da minha classe                                                            

não há aqui mais cortesia?                                                              

Venha a prancha e apetrechos!

leva-me desta ribeira!               

Anjo- Não há maneira

Para entrares neste navio.

 O outro vai mais vazio:

a cadeira entra;

e o teu manto de longa cauda caberá,

e você também. 

 

Você vai mais espaçoso

com sua vaidade,

pensando na tirania

 do pobre povo que só se queixava;                 

e porque, de bondade,

 ignoraste os mais necessitados,

 achava-te pior

 quando eras mais vaidoso 

                       

Diabo- À barca, à barca, Senhores!

Ó mar tão maravilhoso!

Um vento que mata

e remadores corajosos!

 

 

Diz, cantando:

 

 

           " vocês virão à minha mão,

           " à minha mão me virão;

           " e vocês virão

           " como peixes nas redes."

 

Fidalgo- Ao inferno, todavia!

Inferno há i pera mi?

Ó triste! Enquanto vivi,

 não cuidei do que eu devia:

julguei que era imaginação,

pensava ser adorado;

Confiei nas prerrogativas da minha classe social,

e não vi que me perdia.

 

Venha essa prancha! veremos

essa barca de tristeza 

Diabo- Embarca a sua doçura,

que cá nos entenderemos...

Toma um par de remos,

vamos ver como remas,

e, chegando ao nosso cais,

todos vos vão receber bem.

 

 

Cena I - Luiz Silva, Sofia Shan e António Vasconcellos

Cena II - Fábio Almeida, Gonçalo Vicente  e Lara Custódio 

 

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publicado às 10:18


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