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Sophia de Mello Breyner

por GILCO, em 26.05.14

Sophia de Mello Breyner nasceu na cidade do Porto, a 6 de novembro 1919, tendo falecido a 2 de julho de 2004, em Lisboa, aos 84 anos. Filha de Maria Amélia de Mello Breyner e de João Henrique Andresen, a autora tem origem dinamarquesa pelo lado paterno, pois o seu bisavô, Jan Heinrich Andresen, oriundo da Dinamarca, desembarcou no século XIX no Porto.

 

Foi exatamente nesta cidade que Sophia de Mello Breyner passou a sua infância. Foi educada num ambiente aristocrata e segundo os valores cristãos. Durante três anos (1936 a 1939) frequentou a Universidade de Lisboa, onde estudou Filologia Clássica. No entanto, nunca concluiu os seus estudos universitários. Em 1940, colaborou na revista Cadernos de Poesia, onde teve a oportunidade de publicar os seus primeiros poemas. Foi também nesta publicação que pode conhecer autores famosos como Ruy Cinatti e Jorge de Sena.

 

Sophia de Mello Breyner denunciou e liderou movimentos anti-salazarismo desde cedo, defendendo o regime monárquico. A sua “Cantata da Paz” ficou famosa como uma canção de intervenção e conhecida pelo seu refrão: “Vemos, Ouvimos e Lemos. Não podemos ignorar!”. Devido à sua oposição pública ao Estado Novo, depois da Revolução do 25 de Abril de 1974 é eleita deputada à Assembleia Constituinte.

 

Em 1946 casou-se com Francisco Sousa Tavares, um jornalista, político e advogado muito conhecido no seu tempo. Deste casamento nasceram cinco filhos. Miguel Sousa Tavares é talvez o seu filho mais reconhecido pelo público em geral pela sua faceta de escritor quer pela sua faceta de jornalista.

 

Entre 1944 e 1997, escreveu catorze livros de poesia, contos, histórias infantis e ainda artigos, ensaios e textos dramáticos. Traduziu também autores como Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante. Foi ainda tradutora de poetas portugueses para a língua francesa.

Recebeu inúmeros prémios pela sua obra. Destacam-se os prémios Camões (1999) e o Rainha sofia de Poesia Ibero-Americana (2003).

Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu, aos 84 anos no Hospital da Cruz Vermelha, encontrando-se o seu corpo no cemitério de Carnide. Em 20 de Fevereiro de 2014, foi decidido na Assembleia da República homenagear por unanimidade a poetisa, ficando estabelecido a sua transladação para o Panteão Nacional.

 

Fontes:

http://www.portoeditora.pt/campanhas/sophia-de-mello-breyner-andresen

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen

 

 

Texto coletivo, 6º B

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publicado às 11:47


Literatura Fantástica (X)

por GILCO, em 22.05.14

De repente tudo fez sentido: aquela era a casa de Mary Anne. Só faltava perceber porque é que tudo estava empoeirado, partido e abandonado. Parecia que ninguém vivia ali há dezenas de anos. Mas as roupas e os manuais escolares não faziam sentido. Agora percebia o facto de ela parecer conhecer os cantos à casa. Agora sabia a razão pela qual ela não queria falar sobre as fotografias do corredor.

Dirigiu novamente o seu olhar para o album para abri-lo, no entanto, este desaparecera. Lembrou-se da fotografia que tinha guardado anteriormente. Levou a sua mão ao bolso e pegou na fotografia da moldura que se tinha partido. Tinha-a dobrado em quatro. Quando a estava a desdobrar esta extinguiu-se num fogo azul e ficou feita em cinzas. Correu para a porta que estava no lugar da antiga lareira para ir ver as fotografias que estavam penduradas na parede do corredor.

Já receava que do outro lado não estivesse o salão onde estivera anteriormente e possivelmente nem  o corredor. Contudo, tinha de sair dali. Obviamente que do outro lado não existia nenhuma das divisões que já visitara, mas uma cozinha. Esta cozinha era quase um laboratório de feitiçaria. Para além dos pratos partidos, da sujidade nos azulejos, da poeira e teias de aranha, estava numa caldeira antiga uma panela com um líquido também ele azulado a ferver. Olhou em volta e um frasco como aqueles que se podem encontrar nas farmácias antigas chamou a sua atenção. Este frasco tinha uma etiqueta com os dizeres:

“Colocar na caldeira”

 

Será que era uma instrução? Deveria ou não colocar o seu conteúdo naquela “água”? O que aconteceria? Mais uma vez a sua curiosidade venceu. Pegou no frasco, desta vez sem as mãos a tremer. Com dificuldade retirou a rolha que vedava o frasco, um cheiro a cânfora espalhou-se no ar. Lá dentro estava um pó granuloso que ao entrar em contacto com a água gerou uns estalidos e soltou-se uma grande névoa de vapor.

Formou-se uma imagem que John tinha dificuldade em interpretar. Mas com esforço percebeu que era Mary Anne  presa numa outra divisão da casa.

-Socorro, John! Ajuda-me! Estou a falar a sério! – gritou Mary Anne aflita.

-Mary Anne, como posso ajudar-te? Onde estás? Eu não consigo sair daqui! –respondeu.

Ao mesmo tempo que tentava perceber o que dizia Mary Anne, viu que outra pessoa estava ao seu lado. Era uma criança pequena, que aparentava ter 6 ou 7 anos. Parecia entretida a um canto a brincar.

-Com quem estás? Diz-me como posso ir ter contigo – pediu. 

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publicado às 14:54


Literatura Fantástica (IX)

por GILCO, em 15.05.14

Perante estes factos, John lançou-se corajosamente e determinado a ver o que estava para lá daquele fogo, apesar de saber que não seria uma sensação agradável. Atirou-se de cabeça como se do outro lado houvesse uma piscina. A dor alastrou pelo seu corpo e não se conseguiu mexer por alguns instantes. Quando se recompôs olhou para trás e não viu a lareira, mas uma porta igual às outras que já vira anteriormente. As paredes apesar de sujas, percebia-se que eram cor-de-rosa. A cama era individual e tinha um dossel, cujo tecido estava carcomido pelas térmitas. Estava impecavelmente arranjada, apesar da teia de aranha que unia as almofadas numa só. Em cima das almofadas poisava um boneco de pelúcia.

Ao lado estava um imponente roupeiro entreaberto. Ao contrário do que seria de esperar, ali não havia teias de aranha. Abriu uma das portas ao acaso e  percebeu que as roupas ali penduradas eram típicas de uma adolescente dos tempos modernos. Faltavam apenas os posters dos One Direction. À esquerda existia uma escrivaninha antiga onde estranhamente se encontravam livros escolares do 8º ano, exatamente o mesmo ano que John frequentava. Um pequeno estojo de maquilhagem encontrava-se aberto e usado, sem pó ou teias de aranha. Ao centro estava um album de fotografias que, apesar do seu aspeto antigo, parecia ser aberto todos os dias. Na capa, a letras douradas e já sumidas, podia ler-se o nome da família: Anderson.

-Mary Anne Anderson – sussurou espantado. 

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publicado às 14:57


O TEMPO

por GILCO, em 13.05.14

A propósito do estudo do texto poético, foi proposto aos alunos da turma do 7.º ano que escrevessem os seus próprios poemas sobre o "tempo". Eis o resultado:

 

 

O tempo não perdura
pois é uma alma imatura
e muitas vezes insegura,
mas muitas delas não dura


não me tirem o tempo
que ele já é pouco
acho que não aguento
e ainda fico louco


Afonso Cabral, Barsha Poudel, Lara Brás. 
 

 


 

 

Tempo... é uma fome de viver,
viver tem a fome do tempo,
que o faz rejuvenescer
O tempo é único,
o que faz o ser viver.
Já pensaste que o tempo, é tempo
e que sem ele poderás morrer?
O tempo é como o mar
vemos o seu início mas não o seu fim.
Com ele iremos caminhar
até ao nosso fim.
Diogo Santos e Maria Ribeiro

 

O tempo não anda depressa
Quando não há diversão 
Mas não interessa 
Para o coração.

 

O tempo é como a vida.
Andamos às voltas,
Nunca encontramos a saída.
O tempo é uma porta só com ida

 

O tempo é alegria 
E tristeza.
O tempo é ousadia 
Sem destreza.

 

Com o tempo vêm e vão amigos
Por vezes falsos 
Que se tornam nossos inimigos.
Outras vezes  verdadeiros
Que se tornam nossos melhores amigos.

 

Catarina Matos e Rita Costa



 

 

 

 

O tempo passou, passou,

Passou devagar,
Mas quando gostamos do tempo,
O tempo começa a acabar.
Quando o tempo passa
Menos tempo tenho
Quando menos tempo passa
Mais tempo tenho.

 

Catarina Lourenço e Ricardo Manso

 

 

O tempo é um enorme pensamento

Por vezes ele toca no meu sentimento
Não podemos mentir ao tempo
Que dor, a minha cabeça parece que vai partir
A pouco e pouco ela vai explodir
Duarte Forte e João Sequeira

 

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publicado às 11:28


Literatura Fantástica (VIII)

por GILCO, em 08.05.14

                John assustou-se com o pensamento de que se poderia ter queimado. Mas eis que ao olhar para a mão e depois de controlar o pânico, percebeu que nem sequer uma bolha ou leve queimadura tinha. Levou alguns instantes para se recompor e a curiosidade por aquele fogo azulado falou mais alto. Aproximou-se para perceber o que era aquele fenómeno, afinal não era fogo… Era algo quente e azulado que ardia sem lenha. Então, ao aproximar-se reparou que aquela lareira não era limitada por uma parede. Ele conseguia ver para além do “fogo”, para além da parede que deveria existir.

                Do outro lado estava uma divisão da casa, mas as ondas de calor não permitiam ver com clareza o que se encontrava do outro lado. Via apenas os pés de uma cama alta antiga e uma cadeira de baloiço, cujas costas de verga estavam comidas pelo tempo. Como passar para lá era um pensamento que o assaltava.

                A coragem não era muita, mas a curiosidade era maior. Com receio de estar a ser enganado pelo cansaço psicológico e da sua mente o estar a trair, pegou num dos cacos do que restava do lustre que tinha caído e atirou-o em direção à lareira. O fogo afastou-se perante a trajetória daquele pedaço de vidro. Do outro lado apenas se ouviu o tilintar do caco ao cair no chão. Decidiu, então, experimentar com a sua própria mão. Lentamente aproximou-se do “fogo” azul. A sensação de queimadura voltou a invadi-lo, no entanto, desta vez John foi mais forte e conseguiu perceber que o fogo também se afastava da sua mão. Gradualmente foi empurrando o seu braço até estar quase todo dentro da lareira. Tirou a mão e novamente percebeu que sentia apenas um calor extremo, mas que não se queimava. 

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publicado às 14:56


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