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A fada Marina e o rato João Ratolas

por GILCO, em 15.01.15

   Era uma vez uma fada chamada Marina que vivia numa casa muito velha feita de madeira, na companhia de um rato chamado João Ratolas.

   O local ficava no meio da floresta, bem longe da cidade e escondido da vista de todos, pois a casa estava camuflada pelas árvores e os arbustos e apenas a fada e o rato conseguiam lá chegar, graças ao seu espetacular sentido de orientação.

   Este casal guardava um grande segredo. Noutros tempos o rato tinha sido um lindo príncipe, desejado por todas as raparigas do reino. Mas ele só tinha olhos para a linda Marina e recusou casar-se com a princesa Deolinda.  Então, furiosa, esta foi a casa da bruxa Rugas Feias e encomendou uma poção para transformar o príncipe em rato e para encolher a sua fada amada.

   Desde essa altura que viviam assim, isolados e com vergonha de se mostrarem aos outros.

   A única forma de quebrar esse feitiço era encontrar o relógio do tempo que estava escondido algures numa gruta medonha, habitada por criaturas malvadas, com esqueletos de humanos e aranhas peludas. Como se não bastasse, o guardião dessa gruta era um ogre verde, enorme, com apenas um dente à frente e um hálito a podre que fazia desmaiar quem se aproximasse.

   Durante anos, o rato e a fada tiveram medo de entrar na gruta e enfrentar todos os seus perigos. Contudo, certa manhã, a fada acordou e disse ao seu amado:

   - Querido João, esta noite tive um sonho que vai salvar as nossas vidas. Ainda tenho poderes, apesar de fraquinhos, pois agora estou em miniatura. Sou capaz de nos pôr invisíveis, mas apenas durante cinco minutos. Deve ser o suficiente para lá dentro cantar uma canção de embalar e adormecer o terrível ogre. Quando ele estiver a dormir procuraremos o relógio e faremos a viagem no tempo até ao dia em que a Bruxa Rugas Feias fez a poção que nos deixou desta maneira.

   O João Ratolas concordou com o plano e, no dia seguinte, puseram-no em prática.

   - Dorme, dorme, ogrezinho, chegou a hora do soninho... – cantou baixinho a fada invisível.

   Poucos segundos depois o feio ogre começou a roncar. Foi aí que Marina e João começaram a procurar por todo o lado o relógio do tempo.

   Quando o encontraram e conseguiram sair da gruta, voltaram a estar visíveis e fizeram a viagem no tempo.

   Assim, o feitiço quebrou-se, os apaixonados voltaram à forma normal e casaram-se finalmente.

   Vitória, vitória, acabou-se a história!     

 

                                                                                              Francisco Pinheiro, nº4

Joana Custódio, nº6

João Freire, nº7

João Silva, nº9

             Maria Pepe, nº10  

Maria Ramalho, nº11

(5ºA)

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publicado às 15:11


O gigante e o cavalo

por GILCO, em 14.01.15

   Era uma vez um gigante que vivia sozinho num castelo sombrio. Todos os habitantes da aldeia o temiam, pois este, para além de ser enorme, tinha uma grande corcunda nas costas, era muito feio e tinha um aspeto assustador.

   Dizia-se na aldeia que ele comia crianças e usava os seus ossos para decorar as paredes. Comentava-se também que ele torturava os animais, arrancando-lhes as patas antes de os matar. Contudo, nada disto era verdade.

   O gigante era bondoso, mas era também muito infeliz por não ter nenhum amigo e devido à sua aparência. Passava o dia a cuidar das plantas do seu jardim interior, que eram as mais verdes e viçosas de todas.

   Certo dia, cansado de ser olhado de lado e temido por todos, o gigante arrumou as suas coisas e partiu para a montanha, deixando para trás o castelo vazio e as suas queridas plantas. Pretendia recomeçar a sua vida noutro local onde talvez pudesse finalmente fazer amigos.

   Caminhou durante sete dias até que, numa linda manhã, viu surgir diante dos seus olhos um magnífico cavalo branco que disse:

   - Bom dia, grande senhor. O que o traz a esta montanha? Posso ajudá-lo?

   - Tu… Tu… Tu falas? – perguntou o gigante com estranheza.

   - Claro que sim! Tu também não falas?

   - Mas tu és um cavalo. - respondeu o gigante.

   - E tu és um gigante. – disse o cavalo. – Vivo nestas montanhas desde que nasci e sei falar porque fui criado por pessoas. Também sou imortal. Também consigo voar.

   - Há alguma coisa que não consigas fazer, cavalo da perfeição?! – perguntou o gigante em tom irónico.

   - Claro que há. Tenho muita vontade de ter um amigo do coração com quem viajar por este mundo fora e não tenho. Tenho muita vontade de saber todos os segredos desta vida e não sei.

   - Cavalo, eu nem sei nada sobre tantas coisas… Mas gostava de as descobrir e partilhar com um amigo.

   E assim, na manhã do dia seguinte, o cavalo e o gigante partiram rumo ao desconhecido, com mil e uma aventuras emocionantes no horizonte.

 

Sofia Ribeiro, nº17 – 6ºA

Rafael Ribeiro, nº 15 – 6ºA

António Almeida, nº 2 – 6ºA

Madalena Cabral, nº 9 – 6ºA

Jéssica Duarte, nº 11 – 6ºB

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publicado às 17:14


Receita

por GILCO, em 06.01.15

  Um sonho perfeito

 (com monstros fofos de cuecas brancas com corações vermelhos e bolinhas amarelas)

 

Ingredientes:                                                                                                         Tempo:

- um pedaço de pelo de um monstrinho fofo;                                                      20 min

- cuecas brancas com corações vermelhos e bolinhas amarelas;

- uma nuvem inteirinha de algodão doce;

- ½ pitada de imaginação.

 

Preparação:

Mistura-se ½ pitada de imaginação com um pedaço de pelo do monstrinho fofo. Põe-se tudo no congelador durante 4 minutos.  

Rasga-se / Corta-se as cuecas em 75 bocados iguais.

Coloca-se tudo numa taça e leva-se ao forno durante 6 minutos.

  

 

Beba uma colherada por noite antes de ir dormir. Pode ter a certeza que tem uma noite descansada e sonha com monstros fofos de cuecas brancas com corações vermelhos às bolinhas amarelas!

E para que serve o algodão? Pergunta você. O algodão serve para o (a) senhor (a) comer se entretanto tiver fome!

                                             Bom apetite,

                                                                    quer dizer,

                                                                                            boa noite!

 

Mariana Cruz

nº12 - 6ºA

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publicado às 13:16


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