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"A palavra holocausto deriva da combinação de dois termos gregos, holo (todo) e caustos (queimado). Originalmente, como ainda hoje, designava um ritual religioso onde uma oferenda era consumida pelo fogo. Entre os judeus, essa oferenda era um animal, normalmente um ovino.

Nos tempos modernos a palavra holocausto é utilizada para identificar um devastador desastre humano: a palavra identifica, assim, o genocídio do povo judaico pela Alemanha nazi durante a Segunda Guerra Mundial."

 

in Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2016. [consult. 2016-01-26 15:33:53]. Disponível na Internet: http://www.infopedia.pt/$holocausto

 

A propósito do Dia Internacional da Memória das Vítimas do Holocausto e trabalhando o texto diarístico, os alunos do 8.º ano escreveram textos criativos em que encarnaram um adolescente alemão ou judeu que, supostamente, viveu no período da II Guerra Mundial. Pretendeu-se que os alunos refletissem a trágica realidade que assolou a Europa e as repercurssões que este conflito teve e que ainda se fazem sentir. Publicam-se dois exemplos dos trabalhos apresentados. 

 

Sexta-feira, 9 de novembro de 1942

Querido diário,

 

Hoje regressava da escola e vi um menino a ser levado para um sítio grande, que mais parecia um parque cheio de pessoas, mas com grades à volta. Não percebi o que era, mas estava escrito sobre o portão de entrada Auschwitz "o trabalho liberta”.

O menino estava confuso (pelo menos parecia) e os homens que o levavam gritavam com ele. Depois deste estranho episódio, cheguei a casa e continuei o meu dia normal.

Volto amanhã, meu diário, se entretanto descobrir algo mais sobre aquele sítio.

 

Sábado, 10 de novembro de 1942

Querido diário,

Não sei por onde começar… Não aguento a revolta!

Vou explicar-te a razão da minha revolta. Hoje quando cheguei a casa perguntei ao meu pai se sabia o que era aquele sítio que ontem te falei. Então, o papá explicou-me que era onde as pessoas diferentes de nós eram colocadas para morrer. Fiquei muito triste, revoltado e chocado com a calma com que me explicava isso. Achei que era algo injusto e mórbido. Lembrei-me do menino que vi a ser levado lá para dentro. ELE ERA IGUAL A MIM!

Ninguém merece morrer por ser diferente e, por isso, eu perguntei ao como é que o menino era diferente de mim. Respondeu-me friamente que o rapaz era judeu e que essas pessoas eram más. Pensei para mim próprio: o judaísmo é uma religião pacífica que nunca fez mal ao povo alemão.

Durante o resto da semana, fiquei perturbado e o nome vai ficar para sempre na minha cabeça cheia de perguntas: Auschwitz.

(Diário de um jovem alemão)

Lourenço Cardoso, 8.º A

 

Terça-feira, 24 de junho de 1943

 

 

 

Querido diário,

Senti-me mesmo muito aliviado quando hoje de manhã acordei e vi que os meus pais ainda estavam vivos e perto de mim.

Ontem, pelas seis horas da tardem, ouvi gritos e sons de disparos de armas vindos da cidade vizinha. Às sete, o paio chegou a casa, olhou muito sério para mim e para a minha mãe e disse que tínhamos de partir de imediato.  Acho que foi por ter percebido a gravidade da situação, que não perguntei nada, contive a minha curiosidade e fui arrumar algumas coisas em malas.

Quando partimos já caíra a noite há uns minutos. Corremos em direção a um bosque, desatamos a correr. Penso que saímos de casa no momento certo, pois já era possível ouvir o som dos soldados alemães. Como saímos com muita pressa de casa, o jantar ainda estava na mesa, sem ter sido tocado. Passámos a noite escondidos, no meio dos arbustos e das árvores. Para mim, aquela noite foi muito insegura e não dormi quase nada.

Não sei porque é que Hitler nos persegue por sermos judeus, não sei se o final da nossa família será uma tragédia ou um momento de felicidade.

(Diário de um jovem judeu)

 

Alexia Ly, 8.º A

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publicado às 15:32


RECEITA PARA SER FELIZ

por GILCO, em 12.01.16

INGREDIENTES

 

 

  • 500g de Alegria
  • 2 colheres de sopa de Amizade
  • 100g de Paciência
  • Uma tablete de Bondade
  • Uma pitada de Diversão
    • 1l de Paz
  • 100ml de Convívio
  • Um pedaço de Fraternidade

MODO DE PREPARAÇÃO

Misture a Paz e o Convívio;

adicione a Diversão à Bondade;

derreta a Fraternidade em banho-maria;

coloque toda a mistura no frigorífico durante 3 horas;

enquanto o restante está no frigorífico, derreta a Amizade e, por fim, junte a Paciência.

Pré-aqueça o forno a 200º;

coloque tudo numa forma em forma de coração (opcional);

ponha tudo no forno;

após 30 minutos retire o bolo. 

 

 Imagem1.png

 

Basta uma fatia para tudo se tornar feliz!

 

6.º B, Carolina Almeida, Maria Ana Silva, Maria Inês Costa

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publicado às 12:47


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