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A violência nas crianças

por GILCO, em 16.06.16

 

A violência nas crianças

 

 

 

 Ato I

Cena I 

Entram em cena o narrador e todos os pré-históricos. Estes encontram-se algures na pré-história, que é caracterizada por pedras e uma caverna.

Narrador: Hoje viemos contar um dos grandes problemas dos dias de hoje. Vamos falar sobre a agressão física e psicológica nas crianças.

Menino da pré-história: Tenho tanta curiosidade… Gostava de saber como é que as coisas são no futuro. (intrigado) Mas como o saberei?

Menina da pré-história: Também gostaria de saber. (Pensa um pouco) Já sei!!! Vamos construir uma máquina do tempo.

Pré-histórico(1): O que é isso? (confuso) Nunca ouvi tal coisa…

Pré-histórico(2): (dirigindo-se à menina da pré-história)  Estás parva? Não temos nada para o fazer.

Menina da pré-história: Não sei como, mas de alguma forma vamos conseguir fazê-lo. Apanhem tudo o que encontrarem!

Narrador: Os pré-históricos procuraram, procuram… até que um pré-histórico encontra algo misterioso que parece “ter vida”.

Pré-histórico(1): Venham, venham, acho que encontrei alguma coisa, isto está a…

Pré-histórico(2): (interrompendo e entusiasmado) O que é? Quero ver, quero ver!

Menino da pré-história: Tem calma, todos querem ver... Um de cada vez. (empurram-no)(Furioso) Não empurrem!

Pré-histórico (1): (eufórico, contente) Funciona, funciona! Já sabem que quero ser o primeiro a ver o que está para lá do portal.

Menina da pré-história: Não, tu não vais, por agora, (apontado para o menino da pré-história) só eu e ele é que vamos ver o que está para lá deste misterioso portal.

Entram os dois no portal

 

 Ato II

 Cena I

Entram em cena os meninos pré-históricos e o narrador que se localizam numa cidade com prédios altos e muito movimento.

Narrador: Agora numa cidade, os meninos apercebem-se de que estão no futuro. (Os meninos olham, vagarosamente, a seu redor) Ao olharem à volta dão conta de algumas situações invulgares, não existentes na pré-história, que os perturbam.

Menino da pré-história: (confuso) O que é que se está a passar? (apontando para uma casa) O que é aquilo?

Menina da pré-história: Não sei! Nunca vi nada assim… (para e pensa) Vamos ver mais de perto.

Menino da pré-história: Apesar de não saber o que se passa, tenho a certeza que aquela criança está muito triste. Parece que a estão maltratá-la.

Menina da pré-história: Estão a bater-lhe, (confusa) mas porquê? Não entendo nada! Juro, não compreendo!

O menino e a menina aproximam-se da janela da casa que estavam a observar. Com cuidado, espreitam para dentro da casa.

Menina da pré-história: (desesperada) O que fazemos agora?

Ouvem-se gritos e o som de estalas, no soar da última estalada os meninos tocam à campainha e a mãe vai abrir a porta.

            Cena II

Entram em cena os meninos pré-históricos e a agressora. Todos estão dentro da casa da agressora.

Menino da pré-história: Boa tarde. Queríamos falar consigo, acerca do que acabou de acontecer nesta casa.

Agressora: Podem entrar, (desconfiada) mas quem são vocês e o que querem? Por que estão aqui?

Menina da pré-história: Somos da pré-história. O que estavam a fazer àquela criança?

Agressora: (incomodada com a situação e fingindo que não sabe de nada) Não sei do que estão a falar. O que é que vocês viram?

Entretanto chega o agressor que ouviu toda a conversa.

            Cena III

Os meninos pré-históricos e a agressora permanecem em cena, mas entra o agressor. Continuam dentro de casa.

Agressor: Vão-se embora, metam-se na vossa vida! Não têm nada a ver com isto.

Entra a vítima

         Cena IV

Permanecem em cena os pré-históricos e os agressores e entra a vítima, todos continuam na casa dos agressores e da vítima.

Vítima(1): (dirigindo-se aos pré-históricos) Quem são vocês?

Agressor: São amigos, mas agora temos de ir ao supermercado.

Vítima(1): (Aparte: dirige-se à boca de cena e sussurra) Que mau aspeto, que têm estes amigos dos meus pais, parece que vieram da pré-história.

Agressora: (ouviu o que a vítima disse) Na realidade, vieram, mas agora vamos às compras.

Vítima(1): Posso ficar aqui com eles?

Agressor: Não, não podes. Tu vens connosco.

Ato III

 Cena I

Ficam em cena apenas os meninos pré-históricos e o narrador. No meio da cidade com o mesmo cenário onde os meninos pré-históricos foram parar quando passaram para lá do portal.

Narrador: Depois de saírem daquela casa, os meninos pré-históricos vão a outra e reparam que existe outro problema. Os meninos deparam-se novamente com um rapaz que estava a ser agredido.

Menino da pré-história: (furioso) Pronto! Já chega! Não conseguimos fazer com que isto acabe sozinhos, precisamos de mais gente. Mas quem?

Menina da pré-história: Já sei! Vamos chamar os nossos amigos.

Depois de muito observarem, os meninos apercebem-se de que já não existe portal.

Menino da pré-história: (preocupado e confuso) Onde é que está o portal? Onde será que ele está?

Menina da pré-história: Como é que vamos voltar?

Menino da pré-história: Tive uma ideia! Só duas pessoas com força de vontade e coragem é que nos podem ajudar a voltara a abrir o portal. Mas quem?

Menina da pré-história: Realmente só existem duas pessoas que nos podem ajudar. E essas são as vítimas.

Menino da pré-história: Claro, que ótima ideia!

Entretanto a família que tinha ido ao supermercado volta a casa. Os meninos dirigem-se para ela, batem à janela e a vítima deixa-os entrar.

            Cena II

Entram nesta cena a primeira vítima e os meninos pré-históricos que voltam todos a estar na casa da vítima.

Vítima(1): (espantada) O que é que querem?

Menina da pré-história: Tem calma, só te queremos pedir uma coisa.

Vítima(1): (com medo) O quê? Querem bater-me?

Menino da pré-história: Não, só queremos que expliques aos nossos amigos o que é que fizeram.

Vítima(1): Ok! Onde é que eles estão?

Menina da pré-história: Segue-nos! Vem atrás de nós.

Os dois meninos dirigem-se à casa onde se encontra a segunda vítima.

        

     Ato IV

     Cena I

Nesta cena entram os dois meninos pré-históricos, as duas vítimas e o narrador, sendo que todos eles (exceto o narrador) estão dentro da casa da segunda vítima.

Menino da pré-história: Olá, há pouco vimos que foste agredido pelos teus pais.

Menina da pré-história: Então queríamos que viesses connosco até à pré-história, para podermos contar aos nossos amigos o que se passa aqui no futuro.

Vítima(2): Voltar à pré-história? Hã?

Vítima(1): Sim, eles vieram da pré-história através de um portal.

Vítima(2): E tu, quem és?

Vítima(1): Eu sou uma criança que também foi agredida pelos pais, tal como tu, quanto sei.

Menino da pré-história: Então, vens?

Menina da pré-história: Por favor, vem connosco.

Vítima(2): Ok, eu vou. Mas, não pudemos demorar muito tempo.

Menino da pré-histórica: Vamos e voltamos num instante, como já ouvi dizer aqui no futuro, num abrir e fechar de olhos já cá estamos de volta.

Narrador: Juntos os meninos da pré-história e as vítimas conseguem reabrir o portal e voltar à pré-história. Agora os meninos pré-históricos regressam à pré-história, mas desta vez com companhia.

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 Ato V

 Cena I

Nesta cena entram todos os pré-históricos e as vítimas. Todas se localizam na pré-história (no primeiro cenário)

Pré-históricos: (em coro) Finalmente estava a ver que não voltavam!

Menino da pré-história: Ora essa! Nós nunca vos abandonaríamos.

Menina da pré-história: Também estávamos cheios de saudades vossas e também estamos muito contentes por voltar a ver-vos. Mas agora, o assunto é outro. Trouxe-vos umas pessoas que nos querem dizer uma coisa, muito importante.

Vítima(1): Queria esclarecer-vos o seguinte: Nunca devem bater ou insultar alguém, independentemente de quem seja esse alguém, pois com isso nunca ganharão nada na vida. Ao fazer isso só estão a magoar o outro e a alimentar-se da sua dor, seja ela física ou psicológica. E olhem que eu sei daquilo que falo, porque embora não o saibam, eu já fui agredida e acreditem que não é nada, mas mesmo nada bom estarmos quase sempre a sermos esmurrados pelos nossos pais, ou outra pessoa qualquer.

Pré-históricos: (em coro) Ok! Prometo que nunca mais na vida irei agredir alguém, independentemente da situação ou da pessoa que pensarei agredir.

Vítima(2): Agora peço-vos que passem esta mensagem a todos os que conhecerem, pois desta forma o mundo será, certamente, uma lugar melhor para todos nós. Não se esqueçam, nunca de mostrar aos outros o que hoje aprenderam.

Os meninos pré-históricos dirigem-se juntamente com as vítimas, de novo, para o futuro.

           

Ato VI

Cena I

Nesta cena entram os meninos pré-históricos, as duas vítimas e o narrador. Encontram-se na cidade inicial (muito movimentada e com prédios por toda a parte).

Narrador: Agora depois de todos aprenderem a lição, os meninos da pré-história voltam ao futuro. Quando aí chegam apercebem-se que no curto espaço de tempo em que saíram dali muita coisa mudou. Existem muitas mais agressões e todas elas mesmo à frente dos seus próprios olhos.

Menina da pré-história: Como é que isto aconteceu? Passou pouquíssimo tempo desde que fomos e voltamos. Temos de travar isto, rapidamente.

Narrador: Rapidamente os meninos da pré-história resolvem os problemas de várias famílias. Apenas faltavam dois: os das vítimas que estavam com eles.

Menino da pré-história: Ah! Esquecemo-nos de resolveram as coisas com as vossas famílias.

Os meninos pré-históricos foram à casa da primeira vítima que estava com eles.

Ato VII

Cena I

Em cena permanecem a primeira vítima, os meninos da pré-história e entram os agressores. A cena passa-se na casa da primeira família.

Agressor: (arrogante) O que é que querem de nós? Vão-se embora.

Agressora: Sim, deixei-nos em paz, de uma vez por todas. (para um pouco e pensa) (confusa) E a nossa filha por que é que está convosco?

Ato VIII

Em cena entra o narrador os meninos da pré-história e a segunda vítima. Isto acontece perto da casa da segunda vítima.

Narrador: Começam a falar e quando acabam de explicar a razão pela qual a sua filha estava com eles, depois de conseguirem resolver a situação e de sensibilizarem os pais da criança, os meninos da pré-história dirigem-se à casa da segunda vítima acompanhada pela mesma, porém quando lá chegam os pais estão a discutir, novamente.

Menina da pré-história: Queria dizer-te que o que os teus pais te fizeram não está correto, como tu sabes. Deves avisar a polícia, para que possam resolver a situação o mais rápido possível.

Vítima(2): Ok! Vou fazer isso mesmo agora, por muito que me custe.  Já estava a ficar desesperado! É muito difícil estar sempre a levar socos e estaladas dos meus pais.

Ato IX

 Cena I

Não existe cenário e entram em cena o narrador, os agressores, as vítimas e todos os pré-históricos.

Narrador: A vítima ligou à polícia e os pais são presos e a criança/vítima e enviada para uma instituição. Quando são libertados, com dificuldade voltam a recuperar o filho e desde aí nunca mais voltaram a agredir ninguém. Aprenderam a lição!

Agressor: (dirigindo-se ao público) Em primeiro lugar, espero que tenham gostado. Mas sobretudo, espero que tenham entendido a mensagem que ele transmite.

Agressora: (dirigindo-se ao público) Espero que nunca façam o que foi aqui demonstrado pois é claramente errado. Nunca, sem exceções o devem fazer.

Vítima(1): (dirigindo-se ao público) Hoje em dia muitas crianças são agredidas. Espero que a nossa geração faça com que isso mude.

Vítima(2): (dirigindo-se ao público) Estamos aqui para defender as crianças. Hoje dia mundial contra a agressão infantil, e não só, tentamos sensibilizar as pessoas a acabar com tudo isto.

Narrador: (dirigindo-se ao público) Todos nós podemos fazer a diferença e mudar o que está errado. Pesem no que fazem no vosso dia a dia e nunca se esqueçam que todos os atos que fazem têm consequências, mas tarde ou mais cedo.

Menino da pré-história: (dirigindo-se ao público) Defendam os vossos direitos e os vossos serão defendidos, com toda a certeza.

Menina da pré-história: (dirigindo-se ao público) Acham que as crianças por serem mais pequenas não têm os seus direitos, pois estão enganados. Todos nós os temos independentemente das circunstâncias.

Pré-histórico(1): (dirigindo-se ao público)Defendam os diretos uns dos outros, não se irão arrepender.

Pré-histórico(2): (dirigindo-se ao público) Espero que tenham gostado e peço que sempre sejam contra à agressão infantil.

 

 

 

.

 Isabel Magalhães, Guilherme Rodrigues, Maria Ana Silva, Maria Inês Costa, Marta Góis, Lourenço Vieira, 6.º B

 

 

 

 

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publicado às 08:57


Dia Europeu do Vizinho

por GILCO, em 27.05.16

Campo de Ourique, 27 de maio 2016

 

 

 

Caros vizinhos,

Hoje celebra-se o dia europeu do vizinho.  Esta comemoração foi criada por um grupo de amigos parisienses, em 1990, com o objetivo de aproximar as pessoas contra o isolamento.

Aproveitamos esta ocasião para nos dirigirmos a vós. É provável que não nos conheçamos pessoalmente, contudo sabem quem somos. Já estamos em Campo de Ourique há mais de um século e co-habitamos neste largo já há muitos anos. Possivelmente os vossos filhos ou netos até frequentaram ou frequentam o nosso colégio e sabem que por vezes não é fácil viver junto a uma escola. Por isso, pedimos desde já desculpa por todos e quaisquer incómodos que vos tenhamos causado.

Admitimos que somos barulhentos. Com certeza que são facilmente audíveis os nossos gritos e cantorias. Somos crianças não temos a noção do barulho que fazemos. Mas tentem compreender que são sinais de alegria e de bem-estar. Contudo, de manhã, às vezes não nos apetece vir para a escola e tentamos convencer os nossos pais a não entrar e às vezes caímos e magoamo-nos. Afinal, somos crianças...

Às vezes, sabemos que caem alguns OVNI, vulgarmente bolas ou outros brinquedos. Nas nossas brincadeiras tentamos ter cuidado, mas a nossa energia e falta de jeito é tanta que os objetos parecem ganhar asas. Pedimos a vossa paciêcia, mas afinal somos crianças....

Agora, ao fim da tarde temos posto música. Se calhar esta não vai ao encontro do vosso gosto pessoal. Mas aproveitamos para dar a conhecer o nosso mais recente projeto: a Rádio Grémio. Poderá escutá-la em www.radiogremio.pt. Se o barulho vos tem incomodado, pedimos desculpa, mas é o resultado da nossa criatividade e espírito inovador e, afinal, somos crianças...

Se foi vítima de alguma brincadeira de mau gosto dos nossos colegas, acreditem que não fomos nós e que lamentamos o sucedido. Mas lembrem-se, que afinal somos crianças...

Finalmente, pedimos desculpa pelo caos no trânsito. Sabemos que de manhã e ao fim do dia é difícil circular no largo. A estrada é estreita e os lugares de estacionamento são escassos. Prometemos ser breves e lembrem-se que, afinal, são os pais das crianças...

Somos crianças, não somos perfeitos e como toda a gente temos defeitos. Contudo, refletimos sobre estas e outras questões e prometemos tentar melhorar em nome de uma boa convivência entre vizinhos.

Despedimo-nos, na esperança de que compreendam que afinal  somos apenas crianças!

 

Com os melhores cumprimentos,

a turma do 7.º A

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publicado às 15:41

"A palavra holocausto deriva da combinação de dois termos gregos, holo (todo) e caustos (queimado). Originalmente, como ainda hoje, designava um ritual religioso onde uma oferenda era consumida pelo fogo. Entre os judeus, essa oferenda era um animal, normalmente um ovino.

Nos tempos modernos a palavra holocausto é utilizada para identificar um devastador desastre humano: a palavra identifica, assim, o genocídio do povo judaico pela Alemanha nazi durante a Segunda Guerra Mundial."

 

in Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2016. [consult. 2016-01-26 15:33:53]. Disponível na Internet: http://www.infopedia.pt/$holocausto

 

A propósito do Dia Internacional da Memória das Vítimas do Holocausto e trabalhando o texto diarístico, os alunos do 8.º ano escreveram textos criativos em que encarnaram um adolescente alemão ou judeu que, supostamente, viveu no período da II Guerra Mundial. Pretendeu-se que os alunos refletissem a trágica realidade que assolou a Europa e as repercurssões que este conflito teve e que ainda se fazem sentir. Publicam-se dois exemplos dos trabalhos apresentados. 

 

Sexta-feira, 9 de novembro de 1942

Querido diário,

 

Hoje regressava da escola e vi um menino a ser levado para um sítio grande, que mais parecia um parque cheio de pessoas, mas com grades à volta. Não percebi o que era, mas estava escrito sobre o portão de entrada Auschwitz "o trabalho liberta”.

O menino estava confuso (pelo menos parecia) e os homens que o levavam gritavam com ele. Depois deste estranho episódio, cheguei a casa e continuei o meu dia normal.

Volto amanhã, meu diário, se entretanto descobrir algo mais sobre aquele sítio.

 

Sábado, 10 de novembro de 1942

Querido diário,

Não sei por onde começar… Não aguento a revolta!

Vou explicar-te a razão da minha revolta. Hoje quando cheguei a casa perguntei ao meu pai se sabia o que era aquele sítio que ontem te falei. Então, o papá explicou-me que era onde as pessoas diferentes de nós eram colocadas para morrer. Fiquei muito triste, revoltado e chocado com a calma com que me explicava isso. Achei que era algo injusto e mórbido. Lembrei-me do menino que vi a ser levado lá para dentro. ELE ERA IGUAL A MIM!

Ninguém merece morrer por ser diferente e, por isso, eu perguntei ao como é que o menino era diferente de mim. Respondeu-me friamente que o rapaz era judeu e que essas pessoas eram más. Pensei para mim próprio: o judaísmo é uma religião pacífica que nunca fez mal ao povo alemão.

Durante o resto da semana, fiquei perturbado e o nome vai ficar para sempre na minha cabeça cheia de perguntas: Auschwitz.

(Diário de um jovem alemão)

Lourenço Cardoso, 8.º A

 

Terça-feira, 24 de junho de 1943

 

 

 

Querido diário,

Senti-me mesmo muito aliviado quando hoje de manhã acordei e vi que os meus pais ainda estavam vivos e perto de mim.

Ontem, pelas seis horas da tardem, ouvi gritos e sons de disparos de armas vindos da cidade vizinha. Às sete, o paio chegou a casa, olhou muito sério para mim e para a minha mãe e disse que tínhamos de partir de imediato.  Acho que foi por ter percebido a gravidade da situação, que não perguntei nada, contive a minha curiosidade e fui arrumar algumas coisas em malas.

Quando partimos já caíra a noite há uns minutos. Corremos em direção a um bosque, desatamos a correr. Penso que saímos de casa no momento certo, pois já era possível ouvir o som dos soldados alemães. Como saímos com muita pressa de casa, o jantar ainda estava na mesa, sem ter sido tocado. Passámos a noite escondidos, no meio dos arbustos e das árvores. Para mim, aquela noite foi muito insegura e não dormi quase nada.

Não sei porque é que Hitler nos persegue por sermos judeus, não sei se o final da nossa família será uma tragédia ou um momento de felicidade.

(Diário de um jovem judeu)

 

Alexia Ly, 8.º A

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publicado às 15:32


RECEITA PARA SER FELIZ

por GILCO, em 12.01.16

INGREDIENTES

 

 

  • 500g de Alegria
  • 2 colheres de sopa de Amizade
  • 100g de Paciência
  • Uma tablete de Bondade
  • Uma pitada de Diversão
    • 1l de Paz
  • 100ml de Convívio
  • Um pedaço de Fraternidade

MODO DE PREPARAÇÃO

Misture a Paz e o Convívio;

adicione a Diversão à Bondade;

derreta a Fraternidade em banho-maria;

coloque toda a mistura no frigorífico durante 3 horas;

enquanto o restante está no frigorífico, derreta a Amizade e, por fim, junte a Paciência.

Pré-aqueça o forno a 200º;

coloque tudo numa forma em forma de coração (opcional);

ponha tudo no forno;

após 30 minutos retire o bolo. 

 

 Imagem1.png

 

Basta uma fatia para tudo se tornar feliz!

 

6.º B, Carolina Almeida, Maria Ana Silva, Maria Inês Costa

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publicado às 12:47


A bruxa que não sabia ler

por GILCO, em 10.12.15

Era uma vez um cavaleiro que adorava caçar. Tinha muitas pretendentes, pois era considerado um dos mais belos do seu reino. O seu cabelo parecia ouro brilhando ao sol e os seus olhos duas pedras preciosas, de tão verdes que eram. Naquele dia andou, andou até que se perdeu na floresta. Ele tinha ido caçar com o seu cavalo mais veloz, mas como era muito curioso, acabou por afastar-se do seu castelo, distraído com os animais e plantas que ia encontrando. A certa altura percebe que já não conseguia voltar para casa, pois tinha andado tanto que já estava numa parte da floresta que desconhecia. O seu cavalo estava muito cansado e quase que se recusava a andar.

Então o cavaleiro decide parar junto a uma fonte para dar água ao cavalo e descansar. Eis que ao longe avistou uma jovem bela. Parecia uma verdadeira donzela dos contos de fadas. Estava a colher frutos silvestres perto de uma amoreira. O cavaleiro, como era muito curioso, foi logo meter conversa com ela:

-Cof .... cof... Olá, jovem donzela. Parece muito distraída, não tem medo de andar pela floresta sozinha?

- Não falo com estranhos. – declarou arrogantemente a jovem.

- Mas só serei um estranho se não me conhecer. Permita-me apresentar: sou Alfredo Tobias Fulgêncio, ao seu serviço. Cavaleiro principal do rei. – disse com cerimónia, ajoelhando-se - Agora já não somos estranhos.

- Continua a ser um estranho, pois não o conheço. Agradeço que se afaste – pediu ela sem muita simpatia.

- Ora, não sejais assim tão rude. Afinal parece que somos ambos da mesma idade. Não me quereis dizer pelo menos o seu nome? –insistiu ele.

-Chamo-me... hum... hum... Juliana... hummm Juliana da Silva... – disse demoradamente como quem procurava as palavras na sua cabeça.

-Pareceis não ter a certeza do seu nome. Cheira-me que estais a mentir. Morais por aqui? Os seus pais estão por perto? Colheis amoras, porquê? Gostais de frutos?

-CALA-TE! – gritou a rapariga assustada com tantas perguntas. Não queiras saber tudo acerca de tudo. Acredita que é melhor.

Dito isto a rapariga afastou-se decisivamente do cavaleiro, contudo este, morto de curiosidade por conhecê-la, seguiu a jovem levando o seu cavalo pela mão. No entanto, ela conseguiu escapulir-se e sair da vista do rapaz. O cavaleiro procurou a jovem, mas não via nada, apenas a entrada de uma gruta que nunca antes tinha visto.

Para não variar, não resistiu a entrar movido pela sua curiosidade. Atou o seu cavalo a uma árvore e pé ante pé entrou na gruta. Esta era rochosa, húmida e escura, as suas paredes tinham pedras preciosas que brilhavam no meio da escuridão. Apesar do brilho cintilante, a caverna tinha um aspeto frágil, pois parecia que iria desabar a qualquer momento. Ao fundo, com uma tocha na mão, vê uma velha feia, muito alta e com um nariz adunco. Estava toda vestida de preto com uns sapatos pontiagudos, tal e qual uma feiticeira. Junto dela, estava um anão ruivo, barbudo e anafado a quem ela insistentemente dava ordens. O anão parecia não ter grande escolha e apenas abanava a cabeça, curvado.

-Bo- bo-boa tarde... estava aqui a passar e vi uma jovem moça que encontrei ao pé da fonte... Por a-a-acaso não a viu? – perguntou medrosamente.

-Não vi nada... Saia daqui imediatamente – ordenou a velha.

O cavaleiro abriu muito os olhos e percebeu que o anão apontava para a bruxa como se quisesse comunicar com ele. Fazia-lhe sinais, saltitava e olhava para ela de olhos arregalados.

-Não ouviu? SAIA! – gritou ela.

-Mas... mas tem mesmo a certeza que não viu... A sério? Ela é bonita, impossível de passar despercebida! Não viverá por aqui? De certeza? Queria saber quem ela é.

-Tanta pergunta... a curiosidade matou o gato... ABRACADABRA!

O cavaleiro tentou argumentar, mas da sua boca apenas saia ar... nem uma vozinha fininha ou outro som qualquer... nada!

-Acompanha-o para fora daqui – mandou a bruxa, dirigindo-se para o anão.

O anão empurrou o rapaz até ao cavalo.

-Que mania de fazerem tantas perguntas – resmungou o anão, olhando para o cavalo - depois ela chateia-se e é sempre a mesma coisa... ficam todos mudos.

O cavalo parecia ouvi-lo, mas o Cavaleiro só via a boca do anão a mexer-se e nada ouvia. Ele resmungava até que, nesse momento, o anão puxa do bolso um pequeno caderno preto escrivinhado com letras feitas à pressa e um lápis preso numa ponta.

“A bruxa da gruta é uma mulher muito má... Lá dentro é a criatura mais feia da floresta, mas quando sai torna-se tão bela, capaz de encantar qualquer um. No entanto, ela não gosta que falem consigo, porque não tem sobre o que conversar. Ela não quer ir à escola e envergonha-se de ser uma bruxa de segunda! Só sabe um feitiço que lhe ensinou a sua mãe. Apenas consegue por as pessoas mudas. Ela vive sozinha nesta floresta e infeliz porque todos são mudos por sua culpa. Há um livro de feitiços que tem a receita para reverter esta e outras maldições. Contudo, ela não sabe ler e não sabe onde o colocou. Leva-me contigo e eu ajudar-te-ei. Também eu fui enfeitiçado pela bruxa.”

O Cavaleiro ficou boquiaberto com a informação que acabara de ler e percebeu que a única forma de comunicarem seria através daquele caderno. Então, pegou no lápis e escreveu também:

“O quê? Tu foste amaldiçoado? Mas quem és tu? E esse livro onde está? Como podemos lá chegar? É difícil? O que vamos fazer?”

O Anão abanou a cabeça em sinal de desagrado. Afinal o Cavaleiro não percebia que foram as suas perguntas que o tinham posto naquela situação.

“Que curioso me saíste! Bem... vamos por partes. O livro está escondido no sítio mais escuro da caverna e se a bruxa fosse esperta saberia fazer um feitiço para o descobrir. Temos de lá entrar sem ela dar por isso.”

O anão solta o cavalo que entra para dentro da gruta e come todos os frutos silvestres da bruxa. Esta, irritada, vai atrás do cavalo. Simultaneamente o anão e o Cavaleiro entram na gruta. O rapaz seguiu o seu novo amigo. Entraram numa parte muito escura e húmida, mas aqui já não havia pedras preciosas. Cheirava a mofo e as paredes tinham teias de aranha. O medo, no entanto, não os impediu de irem até ao fundo, pois queria muito voltar a falar. Lá mesmo ao fundo, estava uma caixa coberta de pó. O anão abre-a e esconde o livro debaixo da sua roupa.

Pé ante pé, conseguem sair da gruta sem serem vistos. Encontram o cavalo escondido numa clareira, perto dali. O anão parecia que sabia o que estava a fazer. Abre decisivamente o livro na página 83 que tinha a fórmula para reverter o feitiço. Descobriram que tinham de beber água da fonte e bater o pé três vezes dizendo (sem voz): ABRACADABRA o gato matou a curiosidade.

Então, montaram o cavalo que galopou velozmente em direção à fonte onde outrora tinha o cavaleiro visto a menina bonita. Chegados ao local, deram um golo muito grande na fonte com a ajuda da mão. Bateram com o pé no chão três vezes, enquanto tentavam dizer:

-ABRACADABRA o gato matou a curiosidade!

E o anão tinha razão. De repente voltaram a falar.

- Boa, finalmente tenho voz – gritou efusivamente o cavaleiro.

- Sim, mas lembra-te que foram as tuas perguntas idiotas que te puseram nesta situação. Pensa antes de falar de hoje em diante.

- Está bem, mas aquela bruxa podia ser um pouco mais esperta. Vai morrer sozinha se continua a fazer feitiços destes.

Entretanto ouviram passos. O Cavaleiro olhou em direção ao som e viu a jovem que tinha encontrado anteriormente. O anão, ao ver aquela figura feminina de uma beleza rara, puxou o Cavaleiro e aflitivamente disse:

-Vamos fugir que ela anda por aí...

O Cavaleiro percebeu nesse momento que afinal a jovem bela que vira na fonte era a bruxa que os tinha enfeitiçado. O anão que vivera tantos anos naquela floresta conhecia todos os caminhos e acompanhou o Cavaleiro até à corte. Como forma de reconhecimento e por agora ser o dono do livro de feitiços convidou-o para ser o Mago Real do reino onde vivia, tornando-se companheiros de muitas aventuras.

 

Texto coletivo, 7º ano

 

 

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publicado às 14:49


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