Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



ULISSES NA CICLÓPIA - uma adaptação do 6.º B

por Dona Professora, em 16.01.17

ULISSES... Uma adaptação adaptada ao teatro! :) 

ULISSES NA CICLÓPIA

Personagens:

Ulisses

Polifemo

Narrador

Marinheiros

Ciclopes

 

NARRADOR - Ulisses e os seus marinheiros regressavam a Ítaca, sua terra natal, após terem vencido os Troianos. De repente, o barco onde seguiam começou a ser arrastado por uma corrente marítima misteriosa. A corrente era tão forte que corriam o risco de naufragar.

ULISSES – Não vale a pena resistirmos. Deixemo-nos ir nesta corrente, e quando ela abrandar retomaremos o rumo para Ítaca.

NARRADOR – A corrente levou-os para longe de tudo. E começaram a avistar uma ilha onde o navio aportou.

ULISSES – Ai, meus amigos, onde nós viemos parar!

MARINHEIROS – Onde foi? Onde foi?

ULISSES – Olhem, viemos parar à Ciclópia, às ilhas da Ciclópia. Mas esperem, que... se não me

engano, tivemos uma sorte espantosa!

MARINHEIROS – Uma sorte espantosa?!

ULISSES – Sim! Aqui é realmente o arquipélago da Ciclópia. Tudo neste lugar é gigantesco, é ciclópico: os animais, as plantas, as pedras... os seus habitantes são os ciclopes, espécie de gigantes com um só olho no meio da testa, e que são devoradores de homens...

MARINHEIROS (gritaram espavoridos)– Devoradores de homens?!

ULISSES – Sim, mas acalmem-se, porque esta é a única ilha desabitada. Vamos explorá-la e apanhar fruta e beber água pura. Mas levemos também um barril de vinho, pois também nos poderá apetecer.

NARRADOR – Todos sossegaram com as palavras de Ulisses. Estavam eles a caminhar pela ilha já descansados, quando avistaram ao longe um rebanho de ovelhas e cabras. Sentado numa pedra estava um Ciclope, entretido a construir uma flauta.

MARINHEIRO 1 – Está ali um gigante. Vamos fugir.

MARINHEIRO 2 – Mas se voltarmos para trás, o Ciclope descobre-nos e mata-nos.

MARINHEIRO 3 - É melhor escondermo-nos para que ele não nos veja. Está ali uma gruta. É o esconderijo ideal.

ULISSES – Companheiros, aqui estamos a salvo. Pelos vistos esta ilha é habitada por um ciclope gigantesco. Ao cair da noite, vamos tentar chegar ao nosso navio.

NARRADOR – Quando anoiteceu Ulisses e os seus companheiros resolveram abandonar a gruta onde se encontravam. Mas nesse preciso momento, começaram a entrar o rebanho que avistaram anteriormente e o Ciclope. Amedrontados, os marinheiros só tiveram tempo de se esconderem atrás de um pedregulho.

MARINHEIRO 1 – Que azar! Viemos escondermo-nos mesmo na gruta do gigante.

NARRADOR - O Ciclope entreteve-se a guardar o leite e o veado que caçara, quando de repente viu as sombras dos marinheiros escondidos na gruta.

POLIFEMO (gritou) – HOMENS, HOMENS, HOMENS. Vou comer-vos. Daqui ninguém sai.

(O ciclope coloca um pedregulho na entrada da gruta e começa a comer os marinheiros).

MARINHEIROS – Socorro!!!! (gritam, enquanto correm espavoridos pela gruta).

POLIFEMO – Anda, homenzinho.... Deixa-me comer-te! Tenho tanta fome!

 

Resultado de imagem para ciclope polifemo ulisses

NARRADOR – Ulisses observava esta cena e tremia de medo enquanto via os seus companheiros a serem devorados pelo gigante.

POLIFEMO – Já comi nove homens... Que cheio que estou... Vou tirar uma soneca! (dirigiu-se para um canto da caverna, onde se sentou para dormir).

(Ulisses viu o Ciclope mais calmo e decidiu falar com ele)

POLIFEMO – O que é que tu me queres, pigmeu?

ULISSES – É que eu tenho ali um vinho muito bom para ti, mas só to dou a beber se me fizeres um favor...

POLIFEMO – Vinho?! Que é isso?

ULISSES – É uma bebida muito agradável. Queres experimentar?

POLIFEMO – Quero. E que favor é que tu vais pedir-me?

ULISSES – Que nos deixes sair daqui vivos estes poucos que somos já...

POLIFEMO – Olha que ideia! Esse favor não te faço eu. Dá-me esse tal vinho! (O Ciclope bebe o vinho de Ulisses até à última gota) Isto é bom, muito bom mesmo. Foste simpático para mim e por isso vou fazer-te um favor. Sabes qual é? Vais ser o último que vou comer!

ULISSES – O quê? Isso é verdade? Então tu queres comer-nos a todos?!

MARINHEIRO – Socorro, Zeus!!!! Que Zeus nos ajude!

ULISSES – Diz, me Ciclope, como te chamas? Por que estás aqui sozinho nesta ilha?

POLIFEMO – Chamo-me Polifemo. Quando era mais novo, vivia com os meus irmãos numa outra ilha. Mas eu nunca tive bom feitio. Naquele lugar, por causa de mim já só havia ciclopes de cabeças partidas, de braços ao peito, pernas cheias de nódoas negras, sem dentes... Eu arrependia-me, mas o mal já estava feito. Então os meus irmãos decidiram que era melhor eu vir para aqui viver sozinho com o meu rebanho. Foi assim que se obteve uma paz de ciclopes.

E tu? Como te chamas? (Ulisses fica em silêncio) Então, não sabes como te chamas? COMO TE CHAMAS? COMO TE CHAMAS? (gritou já zangado como silêncio de Ulisses)

 

ULISSES – Como me chamo? Como me chamo? Sei lá...  Olha, espera, chamo-me... Ninguém.

POLIFEMO – Ninguém?! Que diabo de nome te deram, pigmeu! Por isso tu não o querias dizer. E tinhas razão, lá isso tinhas! (boceja) Olha que ideia, Ninguém... (boceja novamente e de repente a cabeça caiu lhe sobre o peito e adormeceu profundamente)

(Ulisses e os marinheiros vão para o centro da gruta e combinam a estratégia para saírem dali).

ULISSSES – Temos de sair daqui, mas o pedregulho é muito pesado. Sozinhos nunca conseguiremos sair daqui.

MARINHEIRO 2 – E se matarmos Polifemo?

ULISSES – Sem ele não conseguiremos sair. Temos de fazer com que ele tire a pedra dali, senão ficaremos aqui fechados para sempre. Já sei, vamos fazer uma lança para o cegar com um tronco de uma árvore.

NARRADOR – Os marinheiros assim o fizeram, com a ajuda de uma fogueira tornaram a ponta da lança incandescente.

MARINHEIROS – UM... DOIS... TRÊS!

(os marinheiros espetaram o tronco no olho mesmo a meio da test, cegando o Ciclope)

POLIFEMO – AIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!! ESTOU CEGO!!!!! (gritava o Ciclope, aos pulos, quase tocando no teto da gruta, batendo com a cabeça). Acudam-me, meus irmãos! Acudam-me!

(os ciclopes das outras ilhas acordaram com os gritos)

NARRADOR – Ao longe, os seus irmãos ouviram os seus gritos aflitivos e responderam-lhe.

CICLOPE 1 – É o Polifemo que está a chamar por nós e está a pedir socorro. Temos de lá ir ver o que se passar. Temos de acudi-lo.

(os irmãos de Polifemo viajaram por mar, chegaram à ilha e foram até à porta da gruta)

CICLOPE 1 – Metemos o pedregulho dentro.

CILOPES – Não, não. Olha que ele pode estar com um dos seus ataques de mau génio e nós é que sofremos. Perguntemos, antes, o que está acontecer.

CICLOPE 2 -  Ó Polifemo, o que tens? (gritou para dentro da gruta)

POLIFEMO – Ai meus irmãos, acudam-me!

CICLOPE 3 – O que foi, Polifemo?

POLIFEMO – Ai meus irmãos, acudam-me! Ninguém quer matar-me.

CICLOPE 1 – Pois não, Polifemo, ninguém te quer matar.

POLIFEMO – Não é isso, seus palermas. O que eu estou a dizer é que Ninguém está aqui e Ninguém quer matar-me!

CICLOPE 2 – Pois é, rapaz! Nós estamos a perceber muito bem: ninguém está aqui e ninguém te quer matar...

POLIFEMO – Não é isso, seus idiotas...

NARRADOR – E não havia maneira de se entenderem uns com os outros.

CICLOPE 3 – Ora esta, que ideia a de Polifemo: acordar-nos no meio da noite para dizer que ninguém estava lá e ninguém o queria matar.

CICLOPE 1 – Coitado, se calhar estava com uma dor de dentes. Vamos embora, que aqui não há nada a fazer.

NARRADOR – E os irmãos de Polifemo foram todos embora para as suas cavernas. Ulisses ficou radiante pela ideia que teve de dizer que se chamava Ninguém.

POLIFEMO – Não há direito! Fazerem-me uma coisa destas, logo eu que sou tão bonzinho!

Pois deixem estar, que amanhã nem um só homem sairá desta caverna. Só o meu rebanho é que sai!

ULISSES – Pssst chega aqui, companheiro. (disse baixinho)

MARINHEIRO 1 – Sim, meu capitão.

ULISSES – Temos de sair daqui. Podemos nos amarrar por baixo de cada uma das ovelhas para amanhã sairmos com o rebanho.

 

polifemo.png

 NARRADOR – E assim foi, no dia seguinte os marinheiros escaparam junto com as ovelhas. Correram rapidamente para o seu navio, deixando o Ciclope aos urros no meio da praia.

POLIFEMO – Malvados, fugiram-me! GRRRRRRRRRRR!!! NINGUÉM, NINGUÉM, NINGUÉM!!!

 

Texto coletivo: 6.º B

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:15


Sabedoria popular do 6.º B - Provérbios

por Dona Professora, em 03.11.16

Quem vai à guerra dá e leva.

Quem vai ao ar perdeu o lugar.

Resultado de imagem para devagar se vai ao longe

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

Quem tudo quer tudo perde.

Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.

Quem não tem cão caça com gato.

Não há bela sem senão.

Não julgues o livro pela capa.

Quem tem medo compra um cão.

Quem casa quer casa.

Nem tudo o que luz é ouro.

Quem não é lobo não lhe veste a pele.

Quem não arrisca não petisca.

Com ferro se fere será ferido.

A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha.

Quem nada não se afoga.

Resultado de imagem para proverbios populares

Com as calças do meu pai também sou um grande homem.

Quem sai aos seus não degenera.

Filho de peixe sabe nadar.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:31


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

subscrever feeds