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Mary Read - a pirata que se fazia passar por homem

por Dona Professora, em 21.03.17

 

A propósito da obra A Pirata, de Luísa Costa Gomes, o João Fernandes do 7.º A, deu a conhecer à turma um pouco mais sobre a personagem central desta obra. 

 

Trabalho: Mary Read

 

João Fernandes, 7.ºA 

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publicado às 08:55


Antonio Gedeão

por Dona Professora, em 08.11.16

Rómulo de Carvalho

Uma biografia de um poeta cientista

Rómulo de Carvalho viveu a maior parte da sua vida em Lisboa, onde nasceu e morreu, em 24 de novembro de 1906 e 19 de fevereiro de 1997, respetivamente. De seu nome completo Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, optou mais tarde por usar o pseudónimo António Gedeão, tornando-se muito conhecido no mundo literário.

Oriundo de famílias humildes, é filho de José Avelino da Gama de Carvalho e Rosa das Dores de Oliveira Gama de Carvalho. Casou duas vezes e teve um filho por cada matrimónio: Frederico de Carvalho, também formado em ciências, e Cristina Carvalho, escritora.

Estudou na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (1928-31), onde se formou em Ciências Físico-químicas e um ano mais tarde forma-se em Ciências Pedagógicas, na mesma Universidade. Posteriormente, deu aulas como professor desta área no Liceu Pedro Nunes e Liceu Camões, ambos em Lisboa e no Liceu D. João III, em Coimbra. Entre 1946 e 1974, foi co-diretor da Gazeta de Física, órgão da Sociedade Portuguesa de Física.

Destacou-se ainda na área da divulgação e investigação científica, tendo os seus livros e artigos em jornais revelado a sua preocupação com o despertar do interesse dos portugueses pelo conhecimento científico; foi ainda autor de vários manuais escolares, que se destacaram pela inovação de grafismos e a forma de expor assuntos mais complexos. Foi o autor de Ciência para Gente Nova e Física para o Povo, que, tal como o nome indica, destinavam-se a leigos na área científica.

 Como professor, procurou sempre nas suas aulas integrar o ensino experimental, de forma a complementar os conhecimentos teóricos, para que os seus alunos compreendessem melhor os conteúdos abordados. Dirigiu o museu Maynense, que faz parte da Academia das Ciências de Lisboa, que se dedicava ao estudo da ciência no século XVIII, sendo o responsável pela reorganização desta instituição.

Na literatura, Rómulo de Carvalho optou por usar o seu pseudónimo António Gedeão e destacou-se como poeta e dramaturgo. Foi só aos cinquenta anos que começou a publicar obras escritas sob o seu pseudónimo. A sua poesia revela uma grande sensibilidade e simplicidade, abordando temas humanistas. Entre os seus poemas mais conhecidos, encontram-se “Lágrima de Preta” e “Pedra Filosofal”, ambos posteriormente musicados por Manuel Freire, com grande sucesso.

Resultado de imagem para antonio gedeao    Resultado de imagem para ES antonio gedeaoO seu contributo na literatura, educação e ciência foi reconhecido em várias homenagens. Existe uma estátua em sua honra em Oeiras, uma rua com o seu nome em Lisboa, é patrono da Escola Secundária António Gedeão em Almada, recebeu a Grã Cruz da Ordem de Mérito de Santiago de Espada e a Medalha de Mérito Cultural pelo estado português, em 1996.

O Dia Nacional da Cultura Científica foi criado em sua honra (1996), tendo sido escolhido o dia 24 de novembro para a sua celebração, dia em que nasceu Rómulo de Carvalho.   

 

Para escutar....

Pedra Filosofal

Lágrima de Preta

Texto coletivo, 7.º ano

 

 

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publicado às 09:00


ESOPO, o pai das fábulas

por Dona Professora, em 03.12.14

Esopo é considerado o pai das fábulas, porque lhe são atribuídas várias histórias em que os animais e a natureza personificados ensinam lições de vida. É considerado como o maior representante deste género literário.

Não se sabe ao certo quem foi ou até mesmo se terá alguma vez existido. No entanto, diz-se que terá nascido no final do séc. VII a.C. ou no início do séc. VI a.C., na região da Trácia, na Grécia. Contudo, sabe-se que, a ter existido, morreu em Delfos, executado injustamente. A razão da sua condenação é incerta. Uns dizem que foi devido a falsas acusações de sacrilégio, outros devido às suas zombarias, ou até mesmo por roubo, entre outras versões.

Segundo Heródoto, um historiador grego, sabe-se que, juntamente com Ródope, foi um dos escravos de Jádmon, um cidadão da ilha grega Samos. Esopo foi libertado pelo seu último dono devido às suas fábulas. Diz-se que ao contá-las encantou o seu dono que o pôs em liberdade.

Esopo nunca escreveu fábulas, apenas as inventava e contava. As suas histórias foram passando de boca em boca ao longo dos séculos. A sua obra aparece reunida pela primeira vez através de Demétrio de Faleros, no séc. III a.C.. As suas fábulas inspiraram também muitos outros escritores fabulistas, como por exemplo, Fedro e Jean La Fontaine.

Os animais das suas histórias representam o comportamento dos humanos. No entanto, por vezes, as suas personagens também são homens, deuses ou até seres inanimados. As suas personagens pretendem demonstrar que os seres humanos tanto podem agir para o bem como para o mal. No final de cada fábula surgia sempre uma moralidade que pretendia transmitir uma lição de vida, um ensinamento. 

Entre as fábulas que lhe são atribuídas podemos encontrar “A cigarra e a formiga”, “O leão e o rato”, “A raposa e as uvas” ou “O rato e a rã”.

5º B, texto coletivo

 

 

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publicado às 11:27


Sophia de Mello Breyner

por Dona Professora, em 26.05.14

Sophia de Mello Breyner nasceu na cidade do Porto, a 6 de novembro 1919, tendo falecido a 2 de julho de 2004, em Lisboa, aos 84 anos. Filha de Maria Amélia de Mello Breyner e de João Henrique Andresen, a autora tem origem dinamarquesa pelo lado paterno, pois o seu bisavô, Jan Heinrich Andresen, oriundo da Dinamarca, desembarcou no século XIX no Porto.

 

Foi exatamente nesta cidade que Sophia de Mello Breyner passou a sua infância. Foi educada num ambiente aristocrata e segundo os valores cristãos. Durante três anos (1936 a 1939) frequentou a Universidade de Lisboa, onde estudou Filologia Clássica. No entanto, nunca concluiu os seus estudos universitários. Em 1940, colaborou na revista Cadernos de Poesia, onde teve a oportunidade de publicar os seus primeiros poemas. Foi também nesta publicação que pode conhecer autores famosos como Ruy Cinatti e Jorge de Sena.

 

Sophia de Mello Breyner denunciou e liderou movimentos anti-salazarismo desde cedo, defendendo o regime monárquico. A sua “Cantata da Paz” ficou famosa como uma canção de intervenção e conhecida pelo seu refrão: “Vemos, Ouvimos e Lemos. Não podemos ignorar!”. Devido à sua oposição pública ao Estado Novo, depois da Revolução do 25 de Abril de 1974 é eleita deputada à Assembleia Constituinte.

 

Em 1946 casou-se com Francisco Sousa Tavares, um jornalista, político e advogado muito conhecido no seu tempo. Deste casamento nasceram cinco filhos. Miguel Sousa Tavares é talvez o seu filho mais reconhecido pelo público em geral pela sua faceta de escritor quer pela sua faceta de jornalista.

 

Entre 1944 e 1997, escreveu catorze livros de poesia, contos, histórias infantis e ainda artigos, ensaios e textos dramáticos. Traduziu também autores como Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante. Foi ainda tradutora de poetas portugueses para a língua francesa.

Recebeu inúmeros prémios pela sua obra. Destacam-se os prémios Camões (1999) e o Rainha sofia de Poesia Ibero-Americana (2003).

Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu, aos 84 anos no Hospital da Cruz Vermelha, encontrando-se o seu corpo no cemitério de Carnide. Em 20 de Fevereiro de 2014, foi decidido na Assembleia da República homenagear por unanimidade a poetisa, ficando estabelecido a sua transladação para o Panteão Nacional.

 

Fontes:

http://www.portoeditora.pt/campanhas/sophia-de-mello-breyner-andresen

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen

 

 

Texto coletivo, 6º B

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publicado às 11:47


Alexandre O'Neill

por Dona Professora, em 25.03.14

 

      Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill de Bulhões, mais conhecido por Alexandre O’Neill, nasceu a 19 de Dezembro de 1924 e faleceu a 21 de Agosto de 1986. Alexandre O’Neill foi um poeta muito importante no português surrealista

Em 1944 terminou o 1º ano na escola Náutica de Lisboa, mas por causa da sua miopia, foi-lhe recusado a célula marítima para exercer a pilotagem e assim Alexandre O’Neill parou com os estudos. Em 1946 Alexandre O’Neill abandonou a casa dos seus pais e foi viver para casa dos seus tios maternos devido a um conflito familiar. Em 1948 foi um dos fundadores do movimento Surrealista de Lisboa e colaborou na Ampola Miraculosa. Em 1949 apaixonou-se pela francesa surrealista Nora Mitrani. Em 1951 publicou a antologia do Tempo de Fantasmas. Em 1983 recebeu O Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários pelas suas poesias completas.

            Alexandre O’Neill sempre viveu da escrita e de trabalhos associados a livros, embora nunca tivesse sido um escritor profissional. Em 1946, tornou-se escriturário na Caixa de Previdência dos Profissionais do Comércio, tendo abandonado este emprego em 1952. Começou a escrever para jornais, primeiro raramente, mas depois passou a fazê-lo com regularidade no jornal A Capital nos anos 80. No Jornal de Letras escreveu prosa e poesia.

            Alexandre O’Neill tinha uma grande atração por outros meios de comunicação e nos anos 70, participou em programas de televisão, escreveu guiões de filmes e peças de teatro. Em 1982 recebeu o prémio da Associação de Críticos Literários.

            No entanto, a doença que tinha começava a atormentá-lo e em 1976 sofreu de um  ataque cardíaco. No início dos anos 80, já divorciado da sua mulher Teresa Gouveia, passou a dividir o seu tempo entre a casa da Rua da Escola Politécnica e a vila de Constância. Em 1984 e 86, sofreu um acidente vascular cerebral, que o levaria ao internamento prolongado num hospital, vindo a morrer em Lisboa a 21 de Agosto de 1986.

 

Quévin Costa e Rodrigo Pereira, 8.ºA

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publicado às 08:44


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