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ULISSES NA CICLÓPIA - uma adaptação do 6.º B

por Dona professora, em 16.01.17

ULISSES... Uma adaptação adaptada ao teatro! :) 

ULISSES NA CICLÓPIA

Personagens:

Ulisses

Polifemo

Narrador

Marinheiros

Ciclopes

 

NARRADOR - Ulisses e os seus marinheiros regressavam a Ítaca, sua terra natal, após terem vencido os Troianos. De repente, o barco onde seguiam começou a ser arrastado por uma corrente marítima misteriosa. A corrente era tão forte que corriam o risco de naufragar.

ULISSES – Não vale a pena resistirmos. Deixemo-nos ir nesta corrente, e quando ela abrandar retomaremos o rumo para Ítaca.

NARRADOR – A corrente levou-os para longe de tudo. E começaram a avistar uma ilha onde o navio aportou.

ULISSES – Ai, meus amigos, onde nós viemos parar!

MARINHEIROS – Onde foi? Onde foi?

ULISSES – Olhem, viemos parar à Ciclópia, às ilhas da Ciclópia. Mas esperem, que... se não me

engano, tivemos uma sorte espantosa!

MARINHEIROS – Uma sorte espantosa?!

ULISSES – Sim! Aqui é realmente o arquipélago da Ciclópia. Tudo neste lugar é gigantesco, é ciclópico: os animais, as plantas, as pedras... os seus habitantes são os ciclopes, espécie de gigantes com um só olho no meio da testa, e que são devoradores de homens...

MARINHEIROS (gritaram espavoridos)– Devoradores de homens?!

ULISSES – Sim, mas acalmem-se, porque esta é a única ilha desabitada. Vamos explorá-la e apanhar fruta e beber água pura. Mas levemos também um barril de vinho, pois também nos poderá apetecer.

NARRADOR – Todos sossegaram com as palavras de Ulisses. Estavam eles a caminhar pela ilha já descansados, quando avistaram ao longe um rebanho de ovelhas e cabras. Sentado numa pedra estava um Ciclope, entretido a construir uma flauta.

MARINHEIRO 1 – Está ali um gigante. Vamos fugir.

MARINHEIRO 2 – Mas se voltarmos para trás, o Ciclope descobre-nos e mata-nos.

MARINHEIRO 3 - É melhor escondermo-nos para que ele não nos veja. Está ali uma gruta. É o esconderijo ideal.

ULISSES – Companheiros, aqui estamos a salvo. Pelos vistos esta ilha é habitada por um ciclope gigantesco. Ao cair da noite, vamos tentar chegar ao nosso navio.

NARRADOR – Quando anoiteceu Ulisses e os seus companheiros resolveram abandonar a gruta onde se encontravam. Mas nesse preciso momento, começaram a entrar o rebanho que avistaram anteriormente e o Ciclope. Amedrontados, os marinheiros só tiveram tempo de se esconderem atrás de um pedregulho.

MARINHEIRO 1 – Que azar! Viemos escondermo-nos mesmo na gruta do gigante.

NARRADOR - O Ciclope entreteve-se a guardar o leite e o veado que caçara, quando de repente viu as sombras dos marinheiros escondidos na gruta.

POLIFEMO (gritou) – HOMENS, HOMENS, HOMENS. Vou comer-vos. Daqui ninguém sai.

(O ciclope coloca um pedregulho na entrada da gruta e começa a comer os marinheiros).

MARINHEIROS – Socorro!!!! (gritam, enquanto correm espavoridos pela gruta).

POLIFEMO – Anda, homenzinho.... Deixa-me comer-te! Tenho tanta fome!

 

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NARRADOR – Ulisses observava esta cena e tremia de medo enquanto via os seus companheiros a serem devorados pelo gigante.

POLIFEMO – Já comi nove homens... Que cheio que estou... Vou tirar uma soneca! (dirigiu-se para um canto da caverna, onde se sentou para dormir).

(Ulisses viu o Ciclope mais calmo e decidiu falar com ele)

POLIFEMO – O que é que tu me queres, pigmeu?

ULISSES – É que eu tenho ali um vinho muito bom para ti, mas só to dou a beber se me fizeres um favor...

POLIFEMO – Vinho?! Que é isso?

ULISSES – É uma bebida muito agradável. Queres experimentar?

POLIFEMO – Quero. E que favor é que tu vais pedir-me?

ULISSES – Que nos deixes sair daqui vivos estes poucos que somos já...

POLIFEMO – Olha que ideia! Esse favor não te faço eu. Dá-me esse tal vinho! (O Ciclope bebe o vinho de Ulisses até à última gota) Isto é bom, muito bom mesmo. Foste simpático para mim e por isso vou fazer-te um favor. Sabes qual é? Vais ser o último que vou comer!

ULISSES – O quê? Isso é verdade? Então tu queres comer-nos a todos?!

MARINHEIRO – Socorro, Zeus!!!! Que Zeus nos ajude!

ULISSES – Diz, me Ciclope, como te chamas? Por que estás aqui sozinho nesta ilha?

POLIFEMO – Chamo-me Polifemo. Quando era mais novo, vivia com os meus irmãos numa outra ilha. Mas eu nunca tive bom feitio. Naquele lugar, por causa de mim já só havia ciclopes de cabeças partidas, de braços ao peito, pernas cheias de nódoas negras, sem dentes... Eu arrependia-me, mas o mal já estava feito. Então os meus irmãos decidiram que era melhor eu vir para aqui viver sozinho com o meu rebanho. Foi assim que se obteve uma paz de ciclopes.

E tu? Como te chamas? (Ulisses fica em silêncio) Então, não sabes como te chamas? COMO TE CHAMAS? COMO TE CHAMAS? (gritou já zangado como silêncio de Ulisses)

 

ULISSES – Como me chamo? Como me chamo? Sei lá...  Olha, espera, chamo-me... Ninguém.

POLIFEMO – Ninguém?! Que diabo de nome te deram, pigmeu! Por isso tu não o querias dizer. E tinhas razão, lá isso tinhas! (boceja) Olha que ideia, Ninguém... (boceja novamente e de repente a cabeça caiu lhe sobre o peito e adormeceu profundamente)

(Ulisses e os marinheiros vão para o centro da gruta e combinam a estratégia para saírem dali).

ULISSSES – Temos de sair daqui, mas o pedregulho é muito pesado. Sozinhos nunca conseguiremos sair daqui.

MARINHEIRO 2 – E se matarmos Polifemo?

ULISSES – Sem ele não conseguiremos sair. Temos de fazer com que ele tire a pedra dali, senão ficaremos aqui fechados para sempre. Já sei, vamos fazer uma lança para o cegar com um tronco de uma árvore.

NARRADOR – Os marinheiros assim o fizeram, com a ajuda de uma fogueira tornaram a ponta da lança incandescente.

MARINHEIROS – UM... DOIS... TRÊS!

(os marinheiros espetaram o tronco no olho mesmo a meio da test, cegando o Ciclope)

POLIFEMO – AIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!! ESTOU CEGO!!!!! (gritava o Ciclope, aos pulos, quase tocando no teto da gruta, batendo com a cabeça). Acudam-me, meus irmãos! Acudam-me!

(os ciclopes das outras ilhas acordaram com os gritos)

NARRADOR – Ao longe, os seus irmãos ouviram os seus gritos aflitivos e responderam-lhe.

CICLOPE 1 – É o Polifemo que está a chamar por nós e está a pedir socorro. Temos de lá ir ver o que se passar. Temos de acudi-lo.

(os irmãos de Polifemo viajaram por mar, chegaram à ilha e foram até à porta da gruta)

CICLOPE 1 – Metemos o pedregulho dentro.

CILOPES – Não, não. Olha que ele pode estar com um dos seus ataques de mau génio e nós é que sofremos. Perguntemos, antes, o que está acontecer.

CICLOPE 2 -  Ó Polifemo, o que tens? (gritou para dentro da gruta)

POLIFEMO – Ai meus irmãos, acudam-me!

CICLOPE 3 – O que foi, Polifemo?

POLIFEMO – Ai meus irmãos, acudam-me! Ninguém quer matar-me.

CICLOPE 1 – Pois não, Polifemo, ninguém te quer matar.

POLIFEMO – Não é isso, seus palermas. O que eu estou a dizer é que Ninguém está aqui e Ninguém quer matar-me!

CICLOPE 2 – Pois é, rapaz! Nós estamos a perceber muito bem: ninguém está aqui e ninguém te quer matar...

POLIFEMO – Não é isso, seus idiotas...

NARRADOR – E não havia maneira de se entenderem uns com os outros.

CICLOPE 3 – Ora esta, que ideia a de Polifemo: acordar-nos no meio da noite para dizer que ninguém estava lá e ninguém o queria matar.

CICLOPE 1 – Coitado, se calhar estava com uma dor de dentes. Vamos embora, que aqui não há nada a fazer.

NARRADOR – E os irmãos de Polifemo foram todos embora para as suas cavernas. Ulisses ficou radiante pela ideia que teve de dizer que se chamava Ninguém.

POLIFEMO – Não há direito! Fazerem-me uma coisa destas, logo eu que sou tão bonzinho!

Pois deixem estar, que amanhã nem um só homem sairá desta caverna. Só o meu rebanho é que sai!

ULISSES – Pssst chega aqui, companheiro. (disse baixinho)

MARINHEIRO 1 – Sim, meu capitão.

ULISSES – Temos de sair daqui. Podemos nos amarrar por baixo de cada uma das ovelhas para amanhã sairmos com o rebanho.

 

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 NARRADOR – E assim foi, no dia seguinte os marinheiros escaparam junto com as ovelhas. Correram rapidamente para o seu navio, deixando o Ciclope aos urros no meio da praia.

POLIFEMO – Malvados, fugiram-me! GRRRRRRRRRRR!!! NINGUÉM, NINGUÉM, NINGUÉM!!!

 

Texto coletivo: 6.º B

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 09:15


A violência nas crianças

por Dona professora, em 16.06.16

 

A violência nas crianças

 

 

 

 Ato I

Cena I 

Entram em cena o narrador e todos os pré-históricos. Estes encontram-se algures na pré-história, que é caracterizada por pedras e uma caverna.

Narrador: Hoje viemos contar um dos grandes problemas dos dias de hoje. Vamos falar sobre a agressão física e psicológica nas crianças.

Menino da pré-história: Tenho tanta curiosidade… Gostava de saber como é que as coisas são no futuro. (intrigado) Mas como o saberei?

Menina da pré-história: Também gostaria de saber. (Pensa um pouco) Já sei!!! Vamos construir uma máquina do tempo.

Pré-histórico(1): O que é isso? (confuso) Nunca ouvi tal coisa…

Pré-histórico(2): (dirigindo-se à menina da pré-história)  Estás parva? Não temos nada para o fazer.

Menina da pré-história: Não sei como, mas de alguma forma vamos conseguir fazê-lo. Apanhem tudo o que encontrarem!

Narrador: Os pré-históricos procuraram, procuram… até que um pré-histórico encontra algo misterioso que parece “ter vida”.

Pré-histórico(1): Venham, venham, acho que encontrei alguma coisa, isto está a…

Pré-histórico(2): (interrompendo e entusiasmado) O que é? Quero ver, quero ver!

Menino da pré-história: Tem calma, todos querem ver... Um de cada vez. (empurram-no)(Furioso) Não empurrem!

Pré-histórico (1): (eufórico, contente) Funciona, funciona! Já sabem que quero ser o primeiro a ver o que está para lá do portal.

Menina da pré-história: Não, tu não vais, por agora, (apontado para o menino da pré-história) só eu e ele é que vamos ver o que está para lá deste misterioso portal.

Entram os dois no portal

 

 Ato II

 Cena I

Entram em cena os meninos pré-históricos e o narrador que se localizam numa cidade com prédios altos e muito movimento.

Narrador: Agora numa cidade, os meninos apercebem-se de que estão no futuro. (Os meninos olham, vagarosamente, a seu redor) Ao olharem à volta dão conta de algumas situações invulgares, não existentes na pré-história, que os perturbam.

Menino da pré-história: (confuso) O que é que se está a passar? (apontando para uma casa) O que é aquilo?

Menina da pré-história: Não sei! Nunca vi nada assim… (para e pensa) Vamos ver mais de perto.

Menino da pré-história: Apesar de não saber o que se passa, tenho a certeza que aquela criança está muito triste. Parece que a estão maltratá-la.

Menina da pré-história: Estão a bater-lhe, (confusa) mas porquê? Não entendo nada! Juro, não compreendo!

O menino e a menina aproximam-se da janela da casa que estavam a observar. Com cuidado, espreitam para dentro da casa.

Menina da pré-história: (desesperada) O que fazemos agora?

Ouvem-se gritos e o som de estalas, no soar da última estalada os meninos tocam à campainha e a mãe vai abrir a porta.

            Cena II

Entram em cena os meninos pré-históricos e a agressora. Todos estão dentro da casa da agressora.

Menino da pré-história: Boa tarde. Queríamos falar consigo, acerca do que acabou de acontecer nesta casa.

Agressora: Podem entrar, (desconfiada) mas quem são vocês e o que querem? Por que estão aqui?

Menina da pré-história: Somos da pré-história. O que estavam a fazer àquela criança?

Agressora: (incomodada com a situação e fingindo que não sabe de nada) Não sei do que estão a falar. O que é que vocês viram?

Entretanto chega o agressor que ouviu toda a conversa.

            Cena III

Os meninos pré-históricos e a agressora permanecem em cena, mas entra o agressor. Continuam dentro de casa.

Agressor: Vão-se embora, metam-se na vossa vida! Não têm nada a ver com isto.

Entra a vítima

         Cena IV

Permanecem em cena os pré-históricos e os agressores e entra a vítima, todos continuam na casa dos agressores e da vítima.

Vítima(1): (dirigindo-se aos pré-históricos) Quem são vocês?

Agressor: São amigos, mas agora temos de ir ao supermercado.

Vítima(1): (Aparte: dirige-se à boca de cena e sussurra) Que mau aspeto, que têm estes amigos dos meus pais, parece que vieram da pré-história.

Agressora: (ouviu o que a vítima disse) Na realidade, vieram, mas agora vamos às compras.

Vítima(1): Posso ficar aqui com eles?

Agressor: Não, não podes. Tu vens connosco.

Ato III

 Cena I

Ficam em cena apenas os meninos pré-históricos e o narrador. No meio da cidade com o mesmo cenário onde os meninos pré-históricos foram parar quando passaram para lá do portal.

Narrador: Depois de saírem daquela casa, os meninos pré-históricos vão a outra e reparam que existe outro problema. Os meninos deparam-se novamente com um rapaz que estava a ser agredido.

Menino da pré-história: (furioso) Pronto! Já chega! Não conseguimos fazer com que isto acabe sozinhos, precisamos de mais gente. Mas quem?

Menina da pré-história: Já sei! Vamos chamar os nossos amigos.

Depois de muito observarem, os meninos apercebem-se de que já não existe portal.

Menino da pré-história: (preocupado e confuso) Onde é que está o portal? Onde será que ele está?

Menina da pré-história: Como é que vamos voltar?

Menino da pré-história: Tive uma ideia! Só duas pessoas com força de vontade e coragem é que nos podem ajudar a voltara a abrir o portal. Mas quem?

Menina da pré-história: Realmente só existem duas pessoas que nos podem ajudar. E essas são as vítimas.

Menino da pré-história: Claro, que ótima ideia!

Entretanto a família que tinha ido ao supermercado volta a casa. Os meninos dirigem-se para ela, batem à janela e a vítima deixa-os entrar.

            Cena II

Entram nesta cena a primeira vítima e os meninos pré-históricos que voltam todos a estar na casa da vítima.

Vítima(1): (espantada) O que é que querem?

Menina da pré-história: Tem calma, só te queremos pedir uma coisa.

Vítima(1): (com medo) O quê? Querem bater-me?

Menino da pré-história: Não, só queremos que expliques aos nossos amigos o que é que fizeram.

Vítima(1): Ok! Onde é que eles estão?

Menina da pré-história: Segue-nos! Vem atrás de nós.

Os dois meninos dirigem-se à casa onde se encontra a segunda vítima.

        

     Ato IV

     Cena I

Nesta cena entram os dois meninos pré-históricos, as duas vítimas e o narrador, sendo que todos eles (exceto o narrador) estão dentro da casa da segunda vítima.

Menino da pré-história: Olá, há pouco vimos que foste agredido pelos teus pais.

Menina da pré-história: Então queríamos que viesses connosco até à pré-história, para podermos contar aos nossos amigos o que se passa aqui no futuro.

Vítima(2): Voltar à pré-história? Hã?

Vítima(1): Sim, eles vieram da pré-história através de um portal.

Vítima(2): E tu, quem és?

Vítima(1): Eu sou uma criança que também foi agredida pelos pais, tal como tu, quanto sei.

Menino da pré-história: Então, vens?

Menina da pré-história: Por favor, vem connosco.

Vítima(2): Ok, eu vou. Mas, não pudemos demorar muito tempo.

Menino da pré-histórica: Vamos e voltamos num instante, como já ouvi dizer aqui no futuro, num abrir e fechar de olhos já cá estamos de volta.

Narrador: Juntos os meninos da pré-história e as vítimas conseguem reabrir o portal e voltar à pré-história. Agora os meninos pré-históricos regressam à pré-história, mas desta vez com companhia.

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 Ato V

 Cena I

Nesta cena entram todos os pré-históricos e as vítimas. Todas se localizam na pré-história (no primeiro cenário)

Pré-históricos: (em coro) Finalmente estava a ver que não voltavam!

Menino da pré-história: Ora essa! Nós nunca vos abandonaríamos.

Menina da pré-história: Também estávamos cheios de saudades vossas e também estamos muito contentes por voltar a ver-vos. Mas agora, o assunto é outro. Trouxe-vos umas pessoas que nos querem dizer uma coisa, muito importante.

Vítima(1): Queria esclarecer-vos o seguinte: Nunca devem bater ou insultar alguém, independentemente de quem seja esse alguém, pois com isso nunca ganharão nada na vida. Ao fazer isso só estão a magoar o outro e a alimentar-se da sua dor, seja ela física ou psicológica. E olhem que eu sei daquilo que falo, porque embora não o saibam, eu já fui agredida e acreditem que não é nada, mas mesmo nada bom estarmos quase sempre a sermos esmurrados pelos nossos pais, ou outra pessoa qualquer.

Pré-históricos: (em coro) Ok! Prometo que nunca mais na vida irei agredir alguém, independentemente da situação ou da pessoa que pensarei agredir.

Vítima(2): Agora peço-vos que passem esta mensagem a todos os que conhecerem, pois desta forma o mundo será, certamente, uma lugar melhor para todos nós. Não se esqueçam, nunca de mostrar aos outros o que hoje aprenderam.

Os meninos pré-históricos dirigem-se juntamente com as vítimas, de novo, para o futuro.

           

Ato VI

Cena I

Nesta cena entram os meninos pré-históricos, as duas vítimas e o narrador. Encontram-se na cidade inicial (muito movimentada e com prédios por toda a parte).

Narrador: Agora depois de todos aprenderem a lição, os meninos da pré-história voltam ao futuro. Quando aí chegam apercebem-se que no curto espaço de tempo em que saíram dali muita coisa mudou. Existem muitas mais agressões e todas elas mesmo à frente dos seus próprios olhos.

Menina da pré-história: Como é que isto aconteceu? Passou pouquíssimo tempo desde que fomos e voltamos. Temos de travar isto, rapidamente.

Narrador: Rapidamente os meninos da pré-história resolvem os problemas de várias famílias. Apenas faltavam dois: os das vítimas que estavam com eles.

Menino da pré-história: Ah! Esquecemo-nos de resolveram as coisas com as vossas famílias.

Os meninos pré-históricos foram à casa da primeira vítima que estava com eles.

Ato VII

Cena I

Em cena permanecem a primeira vítima, os meninos da pré-história e entram os agressores. A cena passa-se na casa da primeira família.

Agressor: (arrogante) O que é que querem de nós? Vão-se embora.

Agressora: Sim, deixei-nos em paz, de uma vez por todas. (para um pouco e pensa) (confusa) E a nossa filha por que é que está convosco?

Ato VIII

Em cena entra o narrador os meninos da pré-história e a segunda vítima. Isto acontece perto da casa da segunda vítima.

Narrador: Começam a falar e quando acabam de explicar a razão pela qual a sua filha estava com eles, depois de conseguirem resolver a situação e de sensibilizarem os pais da criança, os meninos da pré-história dirigem-se à casa da segunda vítima acompanhada pela mesma, porém quando lá chegam os pais estão a discutir, novamente.

Menina da pré-história: Queria dizer-te que o que os teus pais te fizeram não está correto, como tu sabes. Deves avisar a polícia, para que possam resolver a situação o mais rápido possível.

Vítima(2): Ok! Vou fazer isso mesmo agora, por muito que me custe.  Já estava a ficar desesperado! É muito difícil estar sempre a levar socos e estaladas dos meus pais.

Ato IX

 Cena I

Não existe cenário e entram em cena o narrador, os agressores, as vítimas e todos os pré-históricos.

Narrador: A vítima ligou à polícia e os pais são presos e a criança/vítima e enviada para uma instituição. Quando são libertados, com dificuldade voltam a recuperar o filho e desde aí nunca mais voltaram a agredir ninguém. Aprenderam a lição!

Agressor: (dirigindo-se ao público) Em primeiro lugar, espero que tenham gostado. Mas sobretudo, espero que tenham entendido a mensagem que ele transmite.

Agressora: (dirigindo-se ao público) Espero que nunca façam o que foi aqui demonstrado pois é claramente errado. Nunca, sem exceções o devem fazer.

Vítima(1): (dirigindo-se ao público) Hoje em dia muitas crianças são agredidas. Espero que a nossa geração faça com que isso mude.

Vítima(2): (dirigindo-se ao público) Estamos aqui para defender as crianças. Hoje dia mundial contra a agressão infantil, e não só, tentamos sensibilizar as pessoas a acabar com tudo isto.

Narrador: (dirigindo-se ao público) Todos nós podemos fazer a diferença e mudar o que está errado. Pesem no que fazem no vosso dia a dia e nunca se esqueçam que todos os atos que fazem têm consequências, mas tarde ou mais cedo.

Menino da pré-história: (dirigindo-se ao público) Defendam os vossos direitos e os vossos serão defendidos, com toda a certeza.

Menina da pré-história: (dirigindo-se ao público) Acham que as crianças por serem mais pequenas não têm os seus direitos, pois estão enganados. Todos nós os temos independentemente das circunstâncias.

Pré-histórico(1): (dirigindo-se ao público)Defendam os diretos uns dos outros, não se irão arrepender.

Pré-histórico(2): (dirigindo-se ao público) Espero que tenham gostado e peço que sempre sejam contra à agressão infantil.

 

 

 

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 Isabel Magalhães, Guilherme Rodrigues, Maria Ana Silva, Maria Inês Costa, Marta Góis, Lourenço Vieira, 6.º B

 

 

 

 

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publicado às 08:57


Uma aventura dos cinco

por Dona professora, em 11.06.15

Personagens: 

Kika-Maria Ana Silva

Madalena-Maria Inês Costa 

Carminho-Marta Góis

Margarida- Isabel Magalhães

Madame Carlota- Constança Bobone

Bebé Rute- Carolina Almeida

Tiago- Guilherme Rodrigues

 

Uma aventura dos cinco 

 

 

Tiago- Kika, Carminho, Rute (a gritar)! Venham está na hora. 

Rute- (de gatas entra) Eu ni vou à lasa de gémeas.  

(entra a kika e a carminho)  
kika- Já cá estamos! 

Carminho- Mas afinal, onde e por que é que vamos? 

Rute- O ti  é mandão e que que eu bá. 

Kika-Tu não vais Rute, que chata! 

Rute- oki, oki. 

Carminho- Mas explica lá Tiago,?! 

Tiago- (falando para Carminho) Tu, a Kika e eu vamos à casa das gémeas para a reunião do clube. 

Carminho-Ah! Então era isso! 

Kika- Era a que horas, Tiago? 

Tiago- Em princípio às 8.00 horas. Mas já são 8.15 horas. 

Carminho- Ok, vamos andando! 

Kika- (a gritar) Até já, mãe. 

Tiago-(a gritar) Até logo, tia. 

Rute- Tchau, tchau, não se nepam em abenturas. 

 

II 

 

Toca a campainha e entra em cena as gémeas, o Tiago, a Carminho e a Kika.  

 

Margarida- Olá meninos tudo bem? 

Tiago- Sim e convosco? 

Madalena- Está tudo ótimo, exceto a nota no exame de inglês. A minha mãe diz que não vou poder pertencer mais ao clube, 

Margarida-É verdade, eu confirmo. 

Kika- Vamos começar a nossa reunião. Va lá, despachem-se. 

Margarida- Ok! Vamos começar. 

  

 Todos em cena dirigem-se para o quarto. 

 

Carminho- Descobriram alguma coisa de interessante?  

Margarida- Eu e a minha irmã estivemos a vasculhar os jornais da cidade e nada. Não encontramos novidades, apenas crimes já resolvidos pela polícia local e a venda de uma casa que dizem que está assombrada. 

Kika- E se fôssemos ver essa tal casa assombrada? 

Carminho- Ai não, ainda estrago a maquilhagem. 

Madalena- Eu acho que não devíamos ir. Não pela maquilhagem, mas sim porque podemos arranjar sarilhos dos grandes. 

Tiago- Mas nós somos “maricas” ou quê? Já tivemos aventuras bem mais arriscadas do que esta. Va lá, coragem. 

Madalena- Se calhar o Tiago até tem razão. Vamos lá, à tal casa assombrada. 

Kika- Agarrem nas vossas lanternas. Vamos lá descobrir. 

Margarida e Madalena- Até logo, pai! 

 
 

III 

 

Tiago- Alguém sabe o caminho?  

Madalena- Eu tenho uns mapas comigo aqui da região.  Margarida, podes tirá-los da minha mochila. 

Margarida tira os mapas da mochila e passa-os a Tiago. 

Margarida- Toma! 

Tiago- Já e

 

 

 

stive a ver os mapas e não há nada de casas aqui perto é só florestas e mais florestas. 

Carminho- Querem que veja no meu telemóvel? Oh, não tenho internet. 

Kika- Claro que não, estamos no meio da floresta, se estivesses atenta às aulas de Geografia já sabias que não tinhas rede aqui. 

 

(Margarida com uns binóculos avista uma enorme e assustadora casa.) 

 

Margarida-É ali, malta. Vamos. 

Carminho- É muito longe posso estragar o salto do meu sapato. 

Tiago- Ninguém te mandou vir com esses sapatos. Sabias perfeitamente que vínhamos para o meio do mato. 

Carminho- E lá estás tu a reclamar outra vez. 

Madalena- Vamos ou não? 

Kika- Sim, vamos. Já está a ficar tarde, daqui a pouco é noite. 

Madalena- Sim, também acho. 

 

IV 

 

Fechando os estores entram na casa e Tiago espirra. 

 

Carminho- Que nojo, germes! 

Margarida- Até que enfim, prestaste atenção em alguma aula. 

Tiago- Bora lá, malta. Deixa de refilar, Maria do Carmo Pereira. 

  

Ouve-se um barulho, Kika e a Carminho gritam. 

Tiago- Chegamos, suas “mariquinhas”. 

Madame Carlota- Chegaram à casa mais assombrada do mundo e quem toma conta dela é a Madame Carlota 

Todos em coro- Não temos medo de si. 

Madame Carlota- Isso é o que vamos ver. Ah, Ah, Ah. 

Tiago-O que é que nos pode fazer? 

Madame Carlota- Muitas coisas... 

Kika- Tipo o quê? 

Madalena-( ironica) Ai, ai já estou a ficar com medo.  

Margarida-Para de gozar, ela não nos pode fazer nada! 

Madame Carlota- Acho melhor irem-se embora, podem arranjar problemas. 

Margarida- Fugam! Ela quer-nos matar. 

 

Gritam todos 

 

Madalena- Vamos morrer. 

Tiago- Parem de ser ”mariquinhas”! Vamos sair daqui, que péssima ideia Federica Gomes 

Kika-A ideia não foi só minha, para de ser injusto. 

Margarida- Sim, a Kika tem razão. 

Carminho- Já me dói os pés, vamos parar um pouco. 

 

Todos param de correr e sentam-se, a Madame Carlota põem-se em frente eles. 

 

Madame Carlota: Antes que gritem, deixem-me explicar: eu só quero ser vossa amiga. 

Madalena- Então porque é que nos ameaçaste?  

Madame Carlota- Eu achava que vocês eram intrusos, mas depois conheci-vos melhor e acho que são bons miúdos. 

Kika- Ah! Ok! Deem cá um abraço. 

Todos dão um abraço e o teatro acaba

 

5.º A e B

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publicado às 08:53


Alcoviteira

por Dona professora, em 04.02.14

 

Quando o Frade embarcou, veio uma Alcoviteira, cujo o nome é  Brízida Vaz,  a mesma chegando à barca infernal diz desta maneira:

Brí.               Oula da barca, oula!

Dia.   Quem chama?

Brí.                Brízida Vaz.

 

 

Dia.   E, aguarda-me rapaz,

         como não vem ela já?

Comp. Diz que não vem

         Sem Joana de Valdês.

Dia.   Entr e rema!

Brí.    Não quero entrar.

Dia.   Que saboroso receio!

Brí.    Não é essa a barca que procuro

Dia.   E trazes muita bagagem?

Brí.    O que me convem

Dia.   E o que pensas tu levar?

Brí.    Seiscentos himenes posticos

         e três arcas de feitiços,

         que não podem mais levar.

                     três armários de mentir, 

         e cinco cofres  de mexericos, 

         e alguns roubos alheos,

         como, joias de vestir,

         guarda roupa,

         por último, a tenda,

         um pouco de cortiça,

         com dez almofadas de enganar,

 

         A maior carga que tenho,

         São essas moças que vendia.

         Desta mercadoria,

         trago eu muita, na verdade!

         Hui! E eu vou para o paraiso

Dia.  E quem te disse a ti isso?

Brí.    La ei eu de ir

         Eu sou uma martir!

         Acoitos tenho levados,

         e sofrimento suportado,

         que niguem me foi igual.

         Se eu fosse para o inferno

         para la ira todo o mundo!

         A barca, do fundo,

         eu vou, que e mais real

 

                       

 

E, chegando à Barca da Glória, diz ao Anjo:

Brí.      Barqueiro, mano, meus olhos,

           prancha a Brigida Vaz

 Anjo   Eu não sei porque estás cá.

Brí.      Peco vos de joelhos!

           Cuida de mim!

           Anjo deus, minha rosa

           Eu sou a Brigida Vaz, a preciosa,

           que dava as mocas aos molhos

            que criava as meninas

            para os conegos da se

 

 

 

            Passai me, por vossa fé,

            meu amor, minhas florinhas,

            olhos de perolas finas!

 

            E eu sou apostelada, 

            angelada e martelada, 

            e fiz coisas divinas.

 

            Santa Ursula não converteu

            tantas moças como eu,

            que nenhuma se perdeu!

            E prove áquele que está no céu,

            que todas acharam marido.

            Achas que dormia?

            Nem um instante perdi.

Anjo     Ora vai embarcar

            E deixa de me importonar

Brí.       Mas estou eu a contar

            porque me ás de levar!

Anjo     Não percas tempo em continuar

            Porque aqui não podes embarcar.

Brí.       E que ma hora eu vim,

            pois não me vou aproveitar!

 

Torna-se Brízida Vaz à Barca do Inferno, dizendo:

Brí.       Barqueiro pecador,

            Onde está a prancha, que eu vou

            e já a muito que aqui estou,

            e parece mal de fora.

Dia-     Ora, entre minha senhora,

            que aqui serás bem recebida;

            se viveste uma boa vida,

            Irás senti-lo agora....

 

Mariana Forte, 9ºA

 

 

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publicado às 15:44


Sapateiro

por Dona professora, em 04.02.14

Chega o sapateiro ao cais, com o seu avental e carregado de formas.

 

Sapateiro: Ó homem!

Diabo: Quem está ai?

Sapateiro: O melhor sapateiro de todos os tempos.

Diabo: O que tens ai? Porque vens tão carregado.

Sapateiro: Não tens nada a ver com isso, diz-me mas é para onde é a viagem.

Diabo: Para onde tu mereces ir.

Sapateiro: Mas eu assumi os meus erros.

Diabo: Cala-te e anda para aqui.

Sapateiro: Eu ai não mereço entrar, porque eu fiz parte do corpo de bombeiros voluntários da minha zona.

Diabo: E depois!? Só o fizeste para que os outros pensassem que eras boa pessoa. Para além disso, enganaste todas as pessoas à tua volta. Entra aqui, que há muito que te espero.

Sapateiro: E a minha liberdade de expressão!? Se eu não quero entrar ai, não entro.

Diabo: Mesmo que não queiras, vais acabar por entrar…

Sapateiro: Então, estás a dizer que todo este trabalho comunitário, de nada me serviu!?

Diabo: Exatamente, ajudas-te mas depois foste roubar, o teu lugar é aqui.

Sapateiro: Macacos me mordam, eu, santo sapateiro honrado, nessa barca nojenta não entro.

 

Dito isto dirige-se à barca do anjo:

 

Sapateiro: Ó que barca tão bela, ó meu anjo, pode-me levar nela?

Anjo: Vens demasiado carregado para aqui entrar. Vai antes para a outra barca que é mais espaçosa e leva quem rouba publicamente.

Sapateiro: Ó santo deus! Mas como pode dizer que estas forminhas não cabem ai? Até podem ir penduradas ou num cantinho qualquer.

Anjo: Se tivesses vivido honestamente, elas caberiam.

Sapateiro: Portanto, vossa excelência assente que eu vá para o inferno.

Anjo: Já estás destinado a arder no inferno.

 

Assim, o sapateiro, volta para a barca infernal:

 

Sapateiro: Ó senhor! O que esperas para me deixar entrar, leva-me daqui para aquele fogo ardente. 

 

 

 

 

 

                                                                 Catarina Marques, Frederico Rodrigues e Maria Pato, 9.ºA

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publicado às 15:38


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