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Vida

por Dona Professora, em 05.06.14

Vida

 

A Vida é uma piscina de sonhos,

Um balde de alegria a transbordar

E às vezes uma torneira a pingar de tristeza.

 

A vida tem altos e baixos,

Tristezas e alegrias,

Surpresas inesperadas...

 

A vida é inevitável,

Mas há pessoas que desistem

E não se apercebem

Que outras davam tudo para não a perder.

 

 

                                                   Xavier Falcão, 6º A

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publicado às 23:15


Para o PAI

por Dona Professora, em 05.06.14

Para o PAI

 

O meu pai é meu amigo,

Amigo do meu coração.

Estar na sua companhia

É uma grande satisfação.

 

Jogar ténis com o meu pai

é uma grande diversão,

Mas quando eu lhe ganho,

Ele quase perde a razão.

 

Gosto do meu pai até ao infinito,

Porque para mim ele é o mais bonito.

 

 

                                       Gonçalo Lemos, 6ºA

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publicado às 23:12


Sophia de Mello Breyner

por Dona Professora, em 26.05.14

Sophia de Mello Breyner nasceu na cidade do Porto, a 6 de novembro 1919, tendo falecido a 2 de julho de 2004, em Lisboa, aos 84 anos. Filha de Maria Amélia de Mello Breyner e de João Henrique Andresen, a autora tem origem dinamarquesa pelo lado paterno, pois o seu bisavô, Jan Heinrich Andresen, oriundo da Dinamarca, desembarcou no século XIX no Porto.

 

Foi exatamente nesta cidade que Sophia de Mello Breyner passou a sua infância. Foi educada num ambiente aristocrata e segundo os valores cristãos. Durante três anos (1936 a 1939) frequentou a Universidade de Lisboa, onde estudou Filologia Clássica. No entanto, nunca concluiu os seus estudos universitários. Em 1940, colaborou na revista Cadernos de Poesia, onde teve a oportunidade de publicar os seus primeiros poemas. Foi também nesta publicação que pode conhecer autores famosos como Ruy Cinatti e Jorge de Sena.

 

Sophia de Mello Breyner denunciou e liderou movimentos anti-salazarismo desde cedo, defendendo o regime monárquico. A sua “Cantata da Paz” ficou famosa como uma canção de intervenção e conhecida pelo seu refrão: “Vemos, Ouvimos e Lemos. Não podemos ignorar!”. Devido à sua oposição pública ao Estado Novo, depois da Revolução do 25 de Abril de 1974 é eleita deputada à Assembleia Constituinte.

 

Em 1946 casou-se com Francisco Sousa Tavares, um jornalista, político e advogado muito conhecido no seu tempo. Deste casamento nasceram cinco filhos. Miguel Sousa Tavares é talvez o seu filho mais reconhecido pelo público em geral pela sua faceta de escritor quer pela sua faceta de jornalista.

 

Entre 1944 e 1997, escreveu catorze livros de poesia, contos, histórias infantis e ainda artigos, ensaios e textos dramáticos. Traduziu também autores como Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante. Foi ainda tradutora de poetas portugueses para a língua francesa.

Recebeu inúmeros prémios pela sua obra. Destacam-se os prémios Camões (1999) e o Rainha sofia de Poesia Ibero-Americana (2003).

Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu, aos 84 anos no Hospital da Cruz Vermelha, encontrando-se o seu corpo no cemitério de Carnide. Em 20 de Fevereiro de 2014, foi decidido na Assembleia da República homenagear por unanimidade a poetisa, ficando estabelecido a sua transladação para o Panteão Nacional.

 

Fontes:

http://www.portoeditora.pt/campanhas/sophia-de-mello-breyner-andresen

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen

 

 

Texto coletivo, 6º B

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publicado às 11:47


Literatura Fantástica (X)

por Dona Professora, em 22.05.14

De repente tudo fez sentido: aquela era a casa de Mary Anne. Só faltava perceber porque é que tudo estava empoeirado, partido e abandonado. Parecia que ninguém vivia ali há dezenas de anos. Mas as roupas e os manuais escolares não faziam sentido. Agora percebia o facto de ela parecer conhecer os cantos à casa. Agora sabia a razão pela qual ela não queria falar sobre as fotografias do corredor.

Dirigiu novamente o seu olhar para o album para abri-lo, no entanto, este desaparecera. Lembrou-se da fotografia que tinha guardado anteriormente. Levou a sua mão ao bolso e pegou na fotografia da moldura que se tinha partido. Tinha-a dobrado em quatro. Quando a estava a desdobrar esta extinguiu-se num fogo azul e ficou feita em cinzas. Correu para a porta que estava no lugar da antiga lareira para ir ver as fotografias que estavam penduradas na parede do corredor.

Já receava que do outro lado não estivesse o salão onde estivera anteriormente e possivelmente nem  o corredor. Contudo, tinha de sair dali. Obviamente que do outro lado não existia nenhuma das divisões que já visitara, mas uma cozinha. Esta cozinha era quase um laboratório de feitiçaria. Para além dos pratos partidos, da sujidade nos azulejos, da poeira e teias de aranha, estava numa caldeira antiga uma panela com um líquido também ele azulado a ferver. Olhou em volta e um frasco como aqueles que se podem encontrar nas farmácias antigas chamou a sua atenção. Este frasco tinha uma etiqueta com os dizeres:

“Colocar na caldeira”

 

Será que era uma instrução? Deveria ou não colocar o seu conteúdo naquela “água”? O que aconteceria? Mais uma vez a sua curiosidade venceu. Pegou no frasco, desta vez sem as mãos a tremer. Com dificuldade retirou a rolha que vedava o frasco, um cheiro a cânfora espalhou-se no ar. Lá dentro estava um pó granuloso que ao entrar em contacto com a água gerou uns estalidos e soltou-se uma grande névoa de vapor.

Formou-se uma imagem que John tinha dificuldade em interpretar. Mas com esforço percebeu que era Mary Anne  presa numa outra divisão da casa.

-Socorro, John! Ajuda-me! Estou a falar a sério! – gritou Mary Anne aflita.

-Mary Anne, como posso ajudar-te? Onde estás? Eu não consigo sair daqui! –respondeu.

Ao mesmo tempo que tentava perceber o que dizia Mary Anne, viu que outra pessoa estava ao seu lado. Era uma criança pequena, que aparentava ter 6 ou 7 anos. Parecia entretida a um canto a brincar.

-Com quem estás? Diz-me como posso ir ter contigo – pediu. 

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publicado às 14:54


Literatura Fantástica (IX)

por Dona Professora, em 15.05.14

Perante estes factos, John lançou-se corajosamente e determinado a ver o que estava para lá daquele fogo, apesar de saber que não seria uma sensação agradável. Atirou-se de cabeça como se do outro lado houvesse uma piscina. A dor alastrou pelo seu corpo e não se conseguiu mexer por alguns instantes. Quando se recompôs olhou para trás e não viu a lareira, mas uma porta igual às outras que já vira anteriormente. As paredes apesar de sujas, percebia-se que eram cor-de-rosa. A cama era individual e tinha um dossel, cujo tecido estava carcomido pelas térmitas. Estava impecavelmente arranjada, apesar da teia de aranha que unia as almofadas numa só. Em cima das almofadas poisava um boneco de pelúcia.

Ao lado estava um imponente roupeiro entreaberto. Ao contrário do que seria de esperar, ali não havia teias de aranha. Abriu uma das portas ao acaso e  percebeu que as roupas ali penduradas eram típicas de uma adolescente dos tempos modernos. Faltavam apenas os posters dos One Direction. À esquerda existia uma escrivaninha antiga onde estranhamente se encontravam livros escolares do 8º ano, exatamente o mesmo ano que John frequentava. Um pequeno estojo de maquilhagem encontrava-se aberto e usado, sem pó ou teias de aranha. Ao centro estava um album de fotografias que, apesar do seu aspeto antigo, parecia ser aberto todos os dias. Na capa, a letras douradas e já sumidas, podia ler-se o nome da família: Anderson.

-Mary Anne Anderson – sussurou espantado. 

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publicado às 14:57


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