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Literatura Fantástica (III)

por Dona Professora, em 27.02.14

Apesar do desejo de ir até àquela casa misteriosa, John e Mary Anne sabiam que tinham de ser rápidos, mas cautelosos. Afinal não queriam levar um ralhete por demorar tanto a chegar a casa depois das aulas.

A casa estava situada no topo de uma colina. Ao aproximarem-se tiveram de ganhar coragem para subir até às suas imediações. Todos os dias passavam à beira da casa, mas hoje era preciso coragem para entrar. Chegados ao portão, John sentiu um calafrio e por momentos hesitou. Não desistiu da ideia de entrar porque queria impressionar Mary Anne. Agora era tarde demais para se acobardar. Mary Anne olhou para ele com um olhar desafiador:

- Chegámos… Estás pronto? É agora ou nunca!

-Hmpf… si-si-sim…

Observaram o portão. Este outrora fora verde, mas agora sobrepunha-se a ferrugem. John já uma vez tinha entrado. O portão estava sempre aberto e ele nunca se lembrava de alguma tê-lo visto fechado. A distância do portão à casa não era muita, já tinha inclusivamente espreitado para dentro do edifício antigo, mas mais do que isso não fora capaz de ousar. Agora era o momento de finalmente entrar e explorar aquele lugar que tanta curiosidade lhe despertava.

Levantava-se uma aragem mais forte. Deram os primeiros passos em direção à casa quando de repente ouviram o ranger do portão a romper por entre a ferrugem. Seguiu-se um estrondo, Mary Anne gritou e abraçou o novo amigo, porém este não sabia como reagir. Entre o susto e o pouco à vontade que sentiu com aquele abraço, John perguntou:

-O que foi isto? Estás bem? O portão fechou-se?! – estranhou.

-O portão fechou-se… achas que foi o vento? – sugeriu Mary Anne.

-Com certeza… - esforçou-se ele por acreditar naquela teoria. Desembaraçou-se de Mary Anne com uma sacudidela e foram até à porta sem pensar muito se o portão abriria ou não quando quisessem sair. Os seus passos eram vagarosos e ouvia-se o pisar dos ramos secos no chão. Aquele era o momento da verdade. A mão trémula do rapaz aproximou-se da maçaneta. Uma gordura viscosa pingava do manípulo. Mesmo assim, John tentou abrir a porta. Abanou, empurrou, pontapeou… e nada! A porta não cedeu! 

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publicado às 11:47


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