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ESOPO, o pai das fábulas

por Dona Professora, em 03.12.14

Esopo é considerado o pai das fábulas, porque lhe são atribuídas várias histórias em que os animais e a natureza personificados ensinam lições de vida. É considerado como o maior representante deste género literário.

Não se sabe ao certo quem foi ou até mesmo se terá alguma vez existido. No entanto, diz-se que terá nascido no final do séc. VII a.C. ou no início do séc. VI a.C., na região da Trácia, na Grécia. Contudo, sabe-se que, a ter existido, morreu em Delfos, executado injustamente. A razão da sua condenação é incerta. Uns dizem que foi devido a falsas acusações de sacrilégio, outros devido às suas zombarias, ou até mesmo por roubo, entre outras versões.

Segundo Heródoto, um historiador grego, sabe-se que, juntamente com Ródope, foi um dos escravos de Jádmon, um cidadão da ilha grega Samos. Esopo foi libertado pelo seu último dono devido às suas fábulas. Diz-se que ao contá-las encantou o seu dono que o pôs em liberdade.

Esopo nunca escreveu fábulas, apenas as inventava e contava. As suas histórias foram passando de boca em boca ao longo dos séculos. A sua obra aparece reunida pela primeira vez através de Demétrio de Faleros, no séc. III a.C.. As suas fábulas inspiraram também muitos outros escritores fabulistas, como por exemplo, Fedro e Jean La Fontaine.

Os animais das suas histórias representam o comportamento dos humanos. No entanto, por vezes, as suas personagens também são homens, deuses ou até seres inanimados. As suas personagens pretendem demonstrar que os seres humanos tanto podem agir para o bem como para o mal. No final de cada fábula surgia sempre uma moralidade que pretendia transmitir uma lição de vida, um ensinamento. 

Entre as fábulas que lhe são atribuídas podemos encontrar “A cigarra e a formiga”, “O leão e o rato”, “A raposa e as uvas” ou “O rato e a rã”.

5º B, texto coletivo

 

 

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publicado às 11:27


Os ouriços

por Dona Professora, em 15.12.13

 

 

              
               Era uma vez um ouriço que ia a passear pelo bosque, quando no seu caminho apareceu um gato muito mauzinho que disse:

                - Olá, amigo ouriço! Onde vais?

                - Eu? Eu vou para o outro lado do bosque. Estou a ficar com fome! – respondeu o ouriço.

                - Sabes que não podes atravessar esta linha? – questionou o gato, desenhando uma linha no chão. – Se quiseres passar, vais ter que fazer uma corrida comigo e quem ganhar fica com a comida!

                O ouriço sabia que não ia conseguir ganhar a um gato, pois ele tinha as pernas muito pequeninas e o gato tinha as pernas longas. De certeza que ia perder.

                Foi então que teve uma ideia… Concordou fazer a corrida com o gato e ambos foram preparar-se.

                O ouriço tinha um primo que era igualzinho a ele e então propôs-lhe:

                - Primo ouriço, se me ajudares na corrida com o gato, ficas com metade da minha comida!

                O primo dele aceitou e juntos planearam como iriam fazer para enganar o gato…

                No dia seguinte, os ouriços estavam prontos, mas um deles estava atrás de um arbusto, escondido, junto à meta.

                O gato preparou-se. Começou a corrida e ele correu, correu, correu e o ouriço nem se mexeu, deixou-se estar, pois sabia que do outro lado estava o primo. O gato chegou à meta e, vendo que o ouriço já lá estava (era o ouriço primo), ficou pasmado:

                - Mas, mas… como me ganhaste?!

                O ouriço foi esperto, enganou o gato e ficou com a comida!

 

Beatriz Baptista

5º B

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publicado às 14:21


Uma pena caída, cinco galinhas depenadas!

por Dona Professora, em 20.11.13

 

 

 

              Numa capoeira velha, viviam tranquilamente muitas galinhas, entre elas uma especial. Ao contrário das suas irmãs que eram pretas, esta tinha uma plumagem muito branca e um  bico tão dourado que fazia inveja a toda a passarada.

                Certo dia, enquanto aconchegava os ovos no ninho, deixou cair uma pena.

                A rival, que era uma grande bisbilhoteira, tinha dor de cotovelo e era uma linguaruda, foi contar a uma amiga que a galinha branca estava a tirar as penas para o galo gostar dela.

                Sempre de orelhas em pé, com um olho no burro e outro no cigano, uma coelha ouviu e foi apressadamente contar à vizinha porca-da-índia que duas galinhas se andavam a depenar para agradar ao galo.

                Esta deu logo com a língua nos dentes e foi meter a notícia no bico do pombo, meio surdo.Pombo correio e fadista há mais de vinte anos, entregava sempre as suas mensagens a cantar. Foi assim que contou aos amigos que três galinhas tinham tirado as penas e morrido de pneumonia.

                Os pombos arrulharam e isto foi parar aos ouvidos do galo, que gostava de se armar em pavão. De imediato, cantou para que todos ouvissem que cinco galinhas tinham morrido de amor por ele.

                Estava instalado o fungágá da bicharada: todos pensavam que as galinhas andavam a depenar-se por causa do galo.

                Assim são as “verdades, verdadinhas” e como uma simples pena se transforma em cinco galinhas.

 

  

 

Reescrita de uma fábula.

Trabalho de turma.

 -6º A-

 

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publicado às 12:40


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