Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Lenda da Caparica

por Dona Professora, em 24.02.14

Há muitos, muitos anos, quando a Caparica era apenas um local ermo, com meia dúzia de casas, apareceu uma criança muito bonita, pobremente vestida que ninguém sabia donde vinha.

 

Um velho da freguesia da Senhora do Monte tomou conta dessa menina que não sabia nada sobre a sua origem, apenas sabia que possuía aquela capa que trazia. O velho reparou que a capa, apesar de muito velha, era uma capa de qualidade, provavelmente pertencente a uma família rica ou mesmo nobre.

 

Passaram-se muitos anos até que a menina se tornou numa bela jovem. Estando o velho às portas da morte pediu-lhe, como última vontade, que pusesse a sua capa por cima dele para o aquecer naqueles últimos momentos, dizendo à jovem que aquela capa velha era uma capa rica. A jovem fez-lhe a vontade e, quando o velho morreu, juntou o pouco dinheiro que restava para lhe dar uma sepultura digna.

 

Passou dias sem comer e noites sem dormir mas tinha a consciência tranquila de ter retribuído tanto em vida como na morte a bondade do velho. A jovem ficou naquele casebre e envelheceu sozinha.

 

O povo, que a achava estranha e lhe chamava bruxa, reparou que ela tinha o ritual de subir ao alto do monte e, num ar de êxtase, rezava a Deus pedindo-lhe que quando morresse o Manto Divino de Nossa Senhora do Monte cobrisse com a Sua benção todos aqueles que naquela localidade A veneravam. Ao terminar aquelas palavras ela pegava na sua capa velha e erguia-a ao céu.

 

Este estranho comportamento chegou aos ouvidos do rei que a mandou vir à sua presença, acompanhada da famosa capa que todos diziam ter feitiço.

 

A velha senhora disse ao rei que nada tinha a ver com bruxedos e que o que fazia era apenas rezar a Deus. Comovido, o rei mandou-a embora com uma bolsa de dinheiro e a velha continuou a sua vida solitária até que um dia morreu.

 

Junto do corpo da Velha da Capa, que era como o povo a designava, encontraram uma carta dirigida ao rei. A Velha da Capa tinha descoberto na hora da sua morte que a capa era afinal uma capa rica porque tinha encontrado uma verdadeira riqueza escondida no seu forro. Pedia ao rei que utilizasse aquele tesouro para transformar aquela costa numa terra de sonho e maravilha onde houvesse saúde e alegria para todos.

 

Reza a lenda que foi assim que surgiu a Costa da Caparica, em homenagem de uma menina de origem desconhecida que tinha como único bem uma capa velha que afinal era uma capa rica.              

 

Fonte: http://nossacultura.org/lenda_da_caparica1.htm

 

Afonso Cabral, Barsha Poudel, Gonçalo Santos, 7.º ano

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:51


Ulisses

por Dona Professora, em 04.02.14

 

Há muito tempo a cidade Lisboa chamava-se Ofiusa que significava Terra de serpentes porque era dominada por uma rainha meia mulher e meia serpente. Esta rainha também transformava as pessoas em pedra com o seu olhar e tinha uma voz meiga.

 

Um dia um herói chamado Ulisses aportou na terra das serpentes. A rainha apaixonou-se por Ulisses assim que o viu, e fez de tudo para Ulisses não sair da Terra das serpentes. Ulisses fingiu deixar-se levar pelos encantos, até que os companheiros descansassem para fugir. Ulisses viu coisas muito lindas e antes de ir embora foi para cima de um monte e gritou: “Aqui edificarei a cidade mais bela do Universo, e dar-lhe-ei o meu próprio nome. Será a capital do Mundo!”. Depois fugiu no seu barco, a rainha ainda tentou apanhá-lo, mas não conseguiu. Dizem que os seus braços atrás do herói acabaram por formar sete colinas rumando em direcção ao mar. A cidade a que o Ulisses se referia e a quem deu o seu nome, quando gritou no topo do monte, é conhecida como Lisboa nos dias de hoje. 

 

Manuel Fonseca, 6º B

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:04


Lenda das Sete Cidades

por Dona Professora, em 24.10.13

 

Há muitos, muitos anos, vivia no Reino das Sete Cidades uma pequena Princesa chamada Antília. A menina era a filha única de um velho Rei viúvo que era conhecido pelo seu mau feitio. Senhor das Alquimias e do Saber, o Rei vivia em exclusivo para a sua filhinha, não gostando que a Princesa falasse com ninguém. A menina ora estava com o pai, ora estava com a velha ama que a criara desde o nascimento, altura em que a Rainha sua mãe falecera. Os anos foram passando, Antília foi crescendo e um dia já não era mais aquela menina de tranças loiras caídas sobre os ombros, enfeitadas com flores silvestres; tinha-se transformado numa linda jovem, uma Princesa capaz de encantar qualquer rapaz do seu reino.

 

Contudo, se todos ouviam falar da beleza da jovem Princesa, eram poucos ou nenhuns os que a conheciam, pois o Rei não gostava que ela saísse do castelo nem dos jardins que o circundavam. Mas Antília não se deixava intimidar pelo pai, e com a ajuda da velha ama costumava esquivar-se todas as tardes, enquanto o Rei dormia a sesta depois do almoço. Saía pelas traseiras, sem que ninguém a visse, e ia passear pelos montes e vales próximos. Num desses passeios, andando pela floresta, um dia a Princesa escutou uma música. A música era tão linda, encantou-a de tal forma, que ela se deixou guiar pelo som e foi descobrir um jovem pastor a tocar flauta, sentado no cimo de um monte. Era ele o autor de tanta maravilha! A Princesa, encantada, deixou-se ficar escondida a ouvir o jovem a tocar flauta. E ouviu-o escondida durante semanas, até que o pastor, um dia, a descobriu por detrás de uns arbustos.

 

Ao vê-la foi amor à primeira vista, e era recíproco, pois ela também estava apaixonada por ele. Os jovens continuaram a encontrar-se. Passavam as tardes a conversar e a rir, o pastor a tocar para a Princesa e ela a escutá-lo enlevada, e ambos se sentiam muito felizes juntos. Um belo dia o pastor decidiu pedir a Princesa em casamento. Logo pela manhãzinha, o jovem bateu à porta do Castelo, e pediu ao criado para falar com o Rei. Pouco depois o criado voltou e levou-o à presença do Soberano. Muito nervoso mas determinado, o pastor fez-lhe uma vénia e, olhando-o nos olhos, disse:

 

- Majestade, gosto muito de Antília, sua filha, e gostaria de pedir a sua mão em casamento.

 

- A mão de minha filha, NUNCA... OUVISTE... NUNCA - disse o Rei aos berros.

  

- Criado, põe este pastor atrevido na rua.

 

 

O jovem bem tentou argumentar, mas ele não o deixava falar, e expulsou-o do Castelo. Em seguida o Rei mandou chamar Antília e proibiu-a de ver o pastor. Antília mais não fez do que acatar as ordens do Rei seu pai. E nessa mesma tarde foi ter com o seu amor e disse-lhe que nunca mais se podiam encontrar. Os dois jovens choraram toda a tarde abraçados. As suas lágrimas, de tantas serem, formaram duas lindas e grandes lagoas, uma verde da cor dos olhos da Princesa, a outra azul da cor dos olhos do pastor. E ainda hoje estas duas lagoas continuam no Vale das Sete Cidades, na Ilha de São Miguel, lá nos Açores, para avivar a memória de todos quantos por ali passam, e recordar o drama dos dois apaixonados.

 

Fonte: http://sotaodaines.chrome.pt/sotao/histor24_1.html

Catarina Matos, Maria Ribeiro e Rita Costa, 7.º A

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:00


O mito de Hércules

por Dona Professora, em 24.10.13

Héracles, ou Hércules, foi um dos grandes heróis da Grécia Antiga. Hércules era um semi-deus, devido a ser filho de Zeus e de uma simples mortal chamada Alcmena, que era considerada a mulher mais bela da época. Hércules nasce do encontro de seu pai com Alcmena enquanto a mulher de Zeus, Hera, se encontrava ausente a caçar. 

 

Dono de uma força invejável, Hércules é conhecido pelas suas inúmeras aventuras. Hércules casou com Dejanira, a qual amava muito. Mas certo dia, numa das suas expedições foi ter a uma das terras do centauro chamado Néssus. Hércules pediu a Néssus para ajudar Dejanira a atravessar o rio, dado que ela não conseguia atravessá-lo sozinha. Néssus a meio do rio, decide beijar a mulher de Hércules. Este estava na outra margem de onde assistiu a tudo o que se passou e disparou uma seta que trespassou o coração do centauro. Néssus, antes de vacilar, deu a Dejanira um filtro muito poderoso, que podia causar a morte por envenenamento do seu portador, caso fosse borrifado na roupa. Dejanira guardou o filtro e foi a nado até à margem onde se encontrava Hércules.     

 

Pouco depois, Hércules meteu-se noutra nova aventura, onde salvou uma bela rapariga de nome Íole, levando-a consigo à ilha de Eubéia, onde havia um altar, para fazer sacrifícios a Zeus. Lá, querendo oferecer um sacrifício a Zeus, mandou um mensageiro à sua casa em Traquis para buscar uma túnica. Licás, o mensageiro não só cumpriu a sua missão, como contou a Dejanira toda a aventura de Hércules e falou da bela Íole. Dejanira, encheu o seu coração de ciúmes, e lembrou-se do venenoso filtro de Néssus. Entregou então ao mensageiro a túnica, mas borrifada com tal filtro venenoso.


Ao receber a túnica, Hércules vestiu-a e foi ao altar oferecer o sacrifício a Zeus. Quando lá chegou, começou a sentir no corpo uma dor imensa, como se tivesse vestido uma túnica feita de fogo. Hércules então morreu queimado.   Dejanira achava que a túnica fosse para Íole, e não para Hércules. Ao saber do acontecimento enforcou-se numa árvore. Zeus então transformou seu filho numa das constelações do céu.

 

Ana Rita Tavares, Gustavo Fernandes e Rita Pinto, 8º A

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:24


A Lenda do Milagre das Rosas

por Dona Professora, em 18.10.13

Conta a lenda que o rei D. Dinis foi informado sobre as ações de caridade da rainha D. Isabel e das despesas que implicavam para o tesouro real. Um dia, o rei decidiu surpreender a rainha numa das suas habituais caminhadas para distribuir esmolas e pão aos necessitados. Reparou que ela procurava disfarçar o que levava no regaço. D. Dinis perguntou à rainha onde ia e ela respondeu que se dirigia ao mosteiro para ornamentar os altares. Não satisfeito com a resposta, o rei mostrou curiosidade sobre o que ela levava no regaço. Após alguns momentos de atrapalhação, D. Isabel respondeu: "São rosas, meu senhor!". Desconfiado, o rei acusou-a de estar a mentir, uma vez que não era possível haver rosas em janeiro. Obrigou-a, então, a abrir o manto e revelar o que estava lá escondido. A rainha Isabel mostrou, perante os olhos espantados de todos, as belíssimas rosas que guardava no regaço. Por milagre, o pão que levava escondido tinha-se transformado em rosas. O rei ficou sem palavras e acabou por pedir perdão à rainha que prosseguiu com a sua intenção. A notícia do milagre correu a cidade de Coimbra e o povo proclamou santa a rainha Isabel de Portugal.

Fonte: http://www.infopedia.pt/$lenda-do-milagre-das-rosas;jsessionid=8e8ANscC80tnX3TPAtg-YA

 

Catarina Lourenço, Diogo Santos e Beatriz Gomes, 7.º A

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:40


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D